Sindicatos querem congelamento de tarifa por 14 meses
Texto: Paulo Toledo
Os sindicatos ligados à Central Única dos Trabalhadores
(CUT), em Bauru, devem encaminhar, hoje, um documento ao prefeito Nilson Costa (PPS) e ao Ministério Público que defende a manutenção da tarifa dos ônibus circulares em R$ 0,80 por mais 14 meses. Além disso, as entidades vão pedir que o prefeito faça uma intervenção na Empresa Circular Cidade de Bauru (ECCB) para resolver a crise que está ocorrendo e garantir um transporte de qualidade para a população.
Laércio Pereira, diretor do Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e Região, destaca que a ação que pedia a manutenção da tarifa em R$ 0,65 demorou cerca de 14 meses para ser julgada procedente, ou seja, o reajuste não deveria ter ocorrido. Assim, os sete sindicatos que participaram da reunião de ontem, entendem que a população tem esse "crédito", que deve ser ressarcido em forma de manutenção da tarifa pelo mesmo prazo.
Participaram da reunião os sindicatos dos Bancários, Ferroviários (da Novoeste), Eletricitários, SindSaúde, Metalúrgicos, Servidores Municipais e Apeoesp.
Pereira defende que um reajuste para R$ 0,90 significa um aumento de 12,5%, índice que os trabalhadores não tiveram em seus salários. "É um peso muito grande para a população. Mais de 80% utilizam o meio de transporte coletivo para poderem ir trabalhar", alertou.
O sindicalista lembra que quando a TUA e a Kuba participaram da licitação, apresentaram um valor de tarifa menor do que os R$ 0,50 da que vigorava na época. Assim, diz que as empresas não podem alegar prejuízo, pois no mesmo período, não houve um aumento de 100% nem na inflação nem no custo de seus insumos.
Os sindicatos ligados à CUT defendem a intervenção na ECCB como forma se obter uma melhor gerência para a empresa. Pereira disse que isso pode ser o primeiro passo para a municipalização do transporte coletivo de Bauru.