Mercado de locação cresceu 40%
Texto: Paulo Toledo
A volta às aulas nas universidades e a volta de regionais de empresas para Bauru, como a da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e da Telefonica provocaram um aquecimento no mercado de locações de Bauru que, em alguns casos, chegou a ter um aumento de 40% no volume de imóveis locados.
Giasone Albuquerque Cândia, 57 anos, titular da delegacia de Bauru do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis
(Creci), disse que o aquecimento nas locações foi muito sentido porque o movimento vinha estável, relativamente fraco. Porém, como Bauru é considerado um centro universitário dos mais tradicionais do Estado, a chegada de alunos foi muito significativa e aqueceu as locações em até 40%.
Ércio Luiz Domingues dos Santos, 40 anos, da Imobiliária Residem, destaca que o mercado está aquecido, além da chegada dos universitários, graças aos novos trabalhadores que vieram assumir postos em várias empresas. Ele conta que locou diversos imóveis para funcionários dos Correios e da Telefonica. "São muitos funcionários e executivos que chegaram à cidade", destacou.
Com isso, Santos afirma que, residências com aluguéis na faixa entre R$ 500,00 e R$ 1 mil, em determinadas regiões da cidade, como a área sul estão praticamente esgotadas. "O mercado está aquecido. O que está faltando, em muitos casos, é mercadoria", destacou.
Santos diz que, antes da publicação dos resultados dos vestibulares, as imobiliárias se prepararam para atender à demanda dos estudantes. Com isso, ficou mais fácil a oferta específica de casas e apartamentos.
Giasone Cândia destaca, também, o fato de Bauru ter obtido a regional da Polícia Civil, o que também trouxe mais pessoas para a cidade, que está responsável por uma área maior na região.
Para o tesoureiro da Associação dos Administradores e Corretores de Imóveis de Bauru (Aciba), José Martinho Teixeira da Silva, 46 anos, disse que, nas duas últimas semana, houve um aumento de demanda em razão da matrícula da Unesp. Porém, ele diz que ainda não se atingiu o movimento de "pico", já que ainda existem mais estudante por chegar na cidade. "Apesar disso, houve uma movimentação muito grande e as imobiliárias já alugaram uma boa parte dos imóveis", afirmou.
Martinho confirma a procura por imóveis entre R$ 500,00 e R$ 1 mil, principalmente por pessoas que estão vindo para cidade para trabalhar em novas regionais de empresas.
"Sinal disso é que algumas imobiliárias estão fazendo anúncios buscando imóveis nessa faixa de preço para disponibilizar para seus clientes", disse.
Para atender melhor os estudantes muitas imobiliárias montaram esquema especial de atendimento. Segundo o tesoureiro da Aciba, funcionários foram treinados para acompanhar os universitários na hora de ver o imóvel, como forma de facilitar para quem não conhece a cidade.