Pronto-Socorro quer posto policial de volta
O posto policial do Pronto-Socorro Central está vazio. O policial fixo, que dava retaguarda aos funcionários da unidade de saúde foi para o patrulhamento de rua. Os funcionários do PS, segundo a diretora do Departamento de Urgência e Emergência, Marília Simões Garcia, estão sentindo-se inseguros, por isso ela pede a volta do policial.
A diretora enfatiza que o atendimento funciona 24 horas e atende cerca de 500 pessoas por dia. "Ficamos sem proteção. Estamos expostos a invasões, agressões e todo tipo de ofensa moral ou física", disse. Segundo Marília, no PS do Mary Dota, Bela Vista e VILA Ipiranga, que também não contam com a presença do policial, os funcionários já enfrentaram situações de perigo.
"Uma vez um grupo de adolescentes invadiu o atendimento para saber de um amigo que foi assassinado. Alguns funcionários foram feridos. Os agressores estavam armados", lembrou. No PS da Bela Vista, a equipe de enfermagem já foi ferida várias vezes. "Por pacientes usuários de drogas que chegam agressivos no atendimento ou que a ambulância vai buscá-los", contou a médica.
A diretora do Departamento de Urgência e Emergência lembra que quando um PS é construído é feito um local próprio para o policial ficar. "Em todas as unidades do PS há espaço para eles. Nós oferecemos a alimentação, mas precisamos de segurança", cobrou.
A médica ressaltou que além de dar segurança aos funcionários que estão trabalhando, o PM também registra os crimes que são atendidos no local. "Nós atendemos muitos acidentes, assassinatos e crimes de forma geral. Com ele aqui, o trabalho era agilizado. Sem ele, nós temos que acionar a polícia toda hora", explicou Marília.
Ela disse que está muito preocupada com a situação.
"Temos vários casos de pacientes de abandonam o tratamento ou que não aceitam o medicamento que está sendo administrado. Nesses casos, o policial fazia um BO para resguardar a situação do médico. Agora, eles dizem que não precisa mais fazer esse BO. Estamos só registrando em um livro", contou a médica.
Pedidos
Via Secretaria Municipal da Saúde, a diretora do Departamento de Urgência e Emergência, Marília Simões Garcia, já solicitou, várias vezes, que um policial acompanhe as 24 horas de funcionamento dos prontos-socorros. "Já solicitamos várias vezes. No ano passado, a resposta foi que assim que se formasse a nova turma de soldados, os postos policiais dos PSs seriam ocupados. Mas, acabaram tirando até o policial do PS Central."
O tenente Flávio Jun Kitazume, que substitui o comandante da 1.ª Cia da PM, capitão Benedito Roberto Meira, confirmou ontem que o policial que trabalhava fixo no PS Central foi para o patrulhamento de rua. " É prioridade manter o policial na rua. Estamos com falta de efetivo e precisamos do homem na viatura", disse Kitazume.
Segundo o tenente, os funcionários dos PS estão orientados a acionar a polícia sempre que necessitarem.
"Só neste ano já se aposentaram cinco policiais da 1.ª Cia da PM. Os soldados que saíram da escola cobriram os claros que já existiam", explicou. Na opinião dele, para atender as 24 horas diárias do PS são necessários quatro homens.
"São duas guarnições a mais nas ruas. No patrulhamento, eles são mais aproveitados. Nos prontos-socorros têm segurança municipal e os funcionários acionam a polícia quando o atendimento é referente a um crime", disse. Kitazume lembra que o local onde há mais policiais é nos prontos-socorros. "Toda hora acontece um acidente ou um crime e uma viatura vai até lá. Portanto, há sempre policiais transitando pelo local", concluiu.