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Nélson Gonçalves
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Sindicato discute edital da Emdurb

Texto: Nélson Gonçalves

O Sindicato dos Condutores argumenta que a Emdurb tem condições técnicas de realizar estudo para os coletivos

A realização de concorrência pública para contratação de um estudo para o transporte coletivo urbano em Bauru é questionada pelo Sindicato dos Condutores. O presidente da entidade, Elias Pinheiro da Silva, considera que a Emdurb assume ser incompetente para gerenciar o transporte coletivo quando parte para a contratação de empresa de fora para fazer um levantamento no sistema. O presidente da Emdurb, Joaquim Madureira, comenta que se o sindicato tiver uma alternativa deve apresentar. Madureira considera que a radiografia

é ampla e não se limita a um estudo para as linhas de ônibus.

Para o sindicalista, a Emdurb é responsável pelo gerenciamento de todo o sistema de transporte coletivo, há vários anos, e tem dados e elementos técnicos disponíveis para apresentar um estudo para o sistema. "Essa obrigação

é da Emdurb. Inclusive as empresas pagam a Emdurb para gerenciar o transporte coletivo. As planilhas são feitas e estudadas por pessoal técnico da Emdurb, o sistema inteiro

é coordenado pela Emdurb. Não tem sentido gerar despesa, gasto, para que uma empresa de fora faça um estudo em cima de questões que são de conhecimento e controle da Emdurb", questiona.

Elias Pinheiro da Silva defende que a Emdurb se programe e, em alguns meses, realize e apresente o estudo sobre o transporte coletivo. "O pessoal técnico da Emdurb tem todas as informações necessárias para uma radiografia do sistema e pode sim apresentar o estudo. A concorrência pública é um atestado de incompetência da Emdurb sobre o transporte coletivo", fala.

O presidente da Emdurb, Joaquim Madureira, argumenta que a radiografia não será contratada somente para o sistema do transporte coletivo, mas para outras demandas do setor viário, como um estudo para a implantação do terminal integrado de passageiros e a análise da legislação sobre a concessão do serviço de transporte na cidade.

"A pesquisa terá que ser feita num nível amplo e completa e gera a necessidade de vários especialistas, para trabalhar somente nestes casos, o que a Emdurb não tem disponibilidade. A Emdurb tem um setor técnico excelente, mas não tem gente disponível para analisar e radiografar situações variadas no tempo que é necessário, sem que deixe de atender aos seus serviços do dia-a-dia", fala Madureira.

Joaquim Madureira sugere que os interessados leiam o edital e verifiquem o objeto da contratação. "A radiografia

é jurídica, técnica, de operação e com análises de cláusulas sociais, não

é só definir a melhor estrutura para o sistema coletivo, o que já é um serviço amplo e complexo e demanda mão-de-obra especializada por um período integral", cita. Apesar disso, o presidente da Emdurb fala que a concorrência está aberta a sugestões.

"Queremos saber qual o melhor sistema, com integração ou outra alternativa, para Bauru. Se tiver outras possibilidades vamos discutir, estamos abertos", propõe.

A Emdurb prevê que a licitação para a contratação da empresa especializada seja concluída em cerca de 40 dias. Depois disso, a empresa que vencer a concorrência terá 120 dias para apresentar o estudo. "Queremos começar a definir a melhor proposta em julho ou agosto para, no segundo semestre, termos elementos suficientes e claros para escolher a melhor opção para Bauru, estando inclusive preparados para a licitação de linhas. Nós estamos preocupados inclusive com a necessidade de investimento social pela empresa que eventualmente venha a operar no sistema", cita.

Terminal integrado

O vereador Roberto Bueno (PTB) está defendendo, na Câmara Municipal de Bauru, que o atual terminal rodoviário seja transformado num terminal de integração de ônibus coletivos. A Emdurb não descarta a idéia e diz que o assunto vai fazer parte da radiografia do sistema.

Para o vereador petebista a utilização do atual terminal rodoviário como um terminal de integração de ônibus coletivos vai reduzir os gastos com a construção de um novo sistema, em outro local. Ele defende que o atual terminal tem condições técnicas de ser aproveitado, reduzindo custos. Outro ponto defendido por Bueno é que os ônibus rodoviários estão saturados na região próxima ao centro da cidade. "Bauru é uma cidade de proporções de médio porte e em processo de desenvolvimento. A visão para o futuro é que o terminal rodoviário hoje já está saturado, impossibilitando novas ampliações, e que uma nova rodoviária deva ser viabilizada, bem distante do centro da cidade", lança.

Roberto Bueno sugere que uma nova rodoviária seja instalada na região do trevo da Eny, que concentra entroncamento para diferentes regiões. O vereador levanta que o Poder Público deve buscar recursos do Estado para a construção de uma nova rodoviária. "Bauru precisa ter uma rodoviária maior, melhor aparelhada e o trevo da Eny seria um ponto muito bom. Não dá mais para vermos ônibus cruzando a cidade todos os dias. Além do mais, o atual terminal rodoviário seria utilizado para o sistema de integração", finaliza.

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