Entrelinha
Assunto do dia
A discussão do dia, ontem, na cidade
foi a decisão dos comerciários de não concordar com a proposta de abrir o comércio todos os sábados
à tarde, em troca de uma cesta básica. Tirando as posições das duas partes envolvidas, os comentários em geral, nos demais setores, notadamente no político, foram em tom de lamento.
Economia sofre
Cada parte envolvida (comerciário e comerciante) tem seus argumentos, o que deve ser respeitado, porém, para quem observa de fora, fica o temor de que a economia da cidade sofra um pouco mais com essa decisão. Bauru, assim como País, vive uma fase de readequações delicadas tanto no setor público quanto no privado.
"Contramão"
O secretário do Desenvolvimento, Roberto Rufino, declara na edição de hoje do JC que a decisão coloca Bauru na "contramão da história". Segundo ele, pelo fato de a cidade ser sede de uma grande região, fechar as lojas na maior parte dos sábados à tarde
é "voltar no tempo".
Não compensa
Os comerciários, por sua vez, dizem, através do sindicato da categoria, que não querem deixar de trabalhar, mas que não compensa a ausência junto à família em troca de uma cesta básica e do vale-alimentação. Diante do impacto negativo de tal medida, seria interessante para todos se houvesse uma renegociação.
"Mesa pequena"
A chamada "frente de esquerda", que já se reuniu uma vez, iria pôr à "mesa pequena", ontem, caciques do PSB, PDT, PT e PC do B. Porém, constatou-se, ontem mesmo, que a "mesa" era pequena demais, por isso a reunião foi adiada para sábado, ocasião em que são esperadas as presenças de vereadores, deputado Pedro Tobias e de Tuga Angerami.
PPS estranha
Quem não está gostando de ver o PC do B na "frente"
é o PPS, que havia conversado com o partido de Majô. Segundo um dirigente do PPS, Dino Magnoni, presidente do PC do B, havia proposto uma aliança para a eleição deste ano, na proporcional principalmente, uma vez que poucos partidos querem se coligar com o PC do B em razão da vereadora Majô.
Quociente difícil I
Não que Majô não seja bem quista nos demais partidos. O problema é que uma coligação com o PC do B significa, para os demais candidatos a vereador, uma grande chance de reeleição para a vereadora, no lugar de uma vaga que poderia ser de um deles. Em todos os partidos com os quais o PC do B conversou houve resistências.
Quociente difícil II
Já para o PC do B, o problema é inversamente do mesmo tamanho. Sozinho, é difícil para o partido obter o quociente eleitoral que lhe garanta uma vaga na Câmara, ou seja, a eleição de Majô. Calcula-se que um partido ou uma coligação vai começar a eleger vereadores a partir da obtenção de 7 mil a 8 mil votos.
PST desautoriza
Circulou ontem a informação de que o PST teria desautorizado Pedro Valentim a falar em nome do partido a respeito da administração Nilson Costa. Valentim conseguiu visitar o 3º andar do Palácio das Cerejeiras, ocasião em que se posicionou contra a instalação de uma Processante para o atual prefeito.