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Josefa Cunha
| Tempo de leitura: 3 min

Parreira dispõe seu nome a prefeito

Texto: Josefa Cunha

O vereador João Parreira de Miranda anunciou ontem que se colocará como candidato a prefeito pelo PDT se o deputado Pedro Tobias, principal nome do partido para a vaga majoritária, decidir continuar com o mandato na Assembléia Legislativa. Parreira é um dos principais articuladores da candidatura própria do partido e sua nova posição talvez seja uma estratégia para pressionar Tobias a assumir a empreitada eleitoral.

Na opinião do vereador, Pedro Tobias é o nome mais viável do PDT para a disputa das eleições municipais, mas também acha que a legenda traz em seu quadro várias outras pessoas com boas condições de concorrer. "Se ele (Tobias) não quiser, temos outras opções a serem avaliadas. Temos o meu próprio nome, o do Valle (vereador Luiz Carlos Valle, que já declarou não ter qualquer intenção na candidatura majoritária), o do Faria Neto, que já disputou eleição a prefeito e o do Roberto Purini, só para ficar nesses", listou, deixando claro que não concorda com a aliança automática com o PSB de Tuga Angerami frente ao eventual recuo de Tobias.

O PDT, por sinal, até hoje não havia cogitado publicamente outra alternativa senão o apoio a Tuga. Tanto assim, que a candidatura de Tobias vinha pressupondo a desistência do ex-deputado federal e vice-versa. Em nenhum momento, Parreira demonstrou ser contrário à coligação com o PSB, particularmente ao nome de Tuga, mas acha que a militância deve apreciar outros caminhos antes de fechar qualquer acordo de alianças.

O PDT possui internamente pelo menos três vertentes quanto ao processo eleitoral: um grupo está com Tobias e não abre, outro aposta alto na coligação com o PSB e um terceiro alimenta a necessidade de mais diálogos com o PTB. Os cinco vereadores pedetistas são partidários da primeira via.

Luiz Carlos Valle, por exemplo, que é líder do partido na Casa de Leis, aceita o eventual apoio a Tuga, mas está convicto de que Pedro Tobias assumirá a candidatura à Prefeitura. "Com o Pedro, teríamos o apoio do PSB, do PC do B, do PT e até do PTB", aposta. Nessa hipotética união, o PT poderia ser o único a declinar, já que não parece digerir muito bem a idéia de caminhar ao lado do PTB. Se assim realmente fosse - comenta-se nos bastidores

-, a legenda que tem o empresário Caio Coube como maior expressão ganharia a preferência dos pedetistas, já que teria apresentado melhor performance que o PT na

última eleição municipal.

Quem começa a figurar entre os possíveis apoiadores da candidatura de Pedro Tobias é o PPB do deputado Carlos Braga. A colaboração política correria oficiosamente em razão das diferenças ideológicas entre os dois partidos, mas seria uma alternativa tática para enfraquecer o ex-prefeito Tidei de Lima - tido como o principal adversário do PDT no pleito de outubro - e fortalecer Braga, que tomaria para si toda a representatividade de Bauru e região na Assembléia.

O presidente municipal do PPB, vereador Paulo Madureira, não nega que essa seja uma estratégia interessante para todos, mas não crê que ela esteja perto de ser firmada.

"Para os planos futuros, deixar o Carlos sozinho na Assembléia seria bom, mas acho difícil a aproximação com o PDT", declarou. Mais fácil, segundo Madureira, estaria a união de sua legenda com o PMDB do ex-prefeito Tidei de Lima. "Fizemos, sim, um primeiro contato com o PMDB e, dentro do contexto atual, não seria impossível uma coligação. A maior preocupação do PPB, entretanto, é não deixar o eleitorado bauruense errar mais, mas, pessoalmente, acho que o start para as eleições 2000 aconteceu muito cedo, como também acho que ainda é cedo para definições. Quem se decidir agora corre o risco de perder a cabeça. Temos muito o que conversar", dissipou o pepebista, que não esconde sua simpatia por obras polêmicas de Tidei, como o complexo viário.

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