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Dengue

Adriana Rota
| Tempo de leitura: 3 min

Dengue volta a preocupar Bauru

Texto: Adriana Rota

Quatro casos positivos importados, um autóctone e 29 aguardando resultado. Esses números, referentes à dengue em Bauru, deixam em alerta o Departamento de Saúde Coletiva

(DSC), órgão ligado à Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Os focos do mosquito Aedes aegypti aumentam na mesma proporção em que recipientes acumuladores de água são deixados ao ar livre pela população.

Embora a infestação do mosquito causador da dengue tenha apresentado uma média na cidade abaixo do índice aceito pela Organização Mundial de Saúde

(OMS), no início deste ano, - 1.4 para cada 100 residências, enquanto o tolerável é 5 -, já na época havia regiões como a da Bela Vista e da Vila Falcão que apontavam para 6.5 e 3.5, respectivamente.

"Já temos quatro casos positivos importados, um autóctone e 29 pessoas aguardando o resultado. Nossa preocupação

é que os vírus estão circulando por Bauru. Além disso, existem vários sorotipos, várias nuances de um mesmo vírus. No ano passado, não se conseguiu definir qual o tipo que atuava na região", disse a diretora do DSC, Maria Helena Abreu.

Embora mais de cem pessoas participantes do Plano de Erradicação do Aedes (PEA), um convênio entre a Prefeitura e o Ministério da Saúde, estejam trabalhando diariamente na prevenção e fiscalização dos criadouros, Maria Helena continua recomendando os cuidados básicos por parte da população

(veja box).

Os dias quentes facilitam a proliferação do mosquito nas águas limpas paradas, acumuladas em recipientes deixados ao ar livre pela população descuidada. Existem, também, os focos considerados "crônicos", como borracharias, depósitos de materiais de construção e de sucatas. No caso dos terrenos baldios com acúmulo de lixo, na "melhor" das hipóteses, é o pernilongo Culex (comum) que vai se reproduzir. Ele prefere a água suja.

Clássica e hemorrágica

Em 1999, foram registradas 910 suspeitas e 296 casos confirmados, sendo apenas 13 importados. Por isso, existe um perigo iminente de aqueles que contraíram a versão clássica da doença virem a desenvolver a dengue hemorrágica, variação que pode ser fatal. Isso pelo fato de o organismo ficar sensibilizado após o primeiro contato com o vírus, propiciando sintomas mais agressivos.

Os sintomas das duas versões são, basicamente, os mesmos: febre alta, dores no corpo, dores de cabeça, desconforto digestivo e vermelhidão na pele. Na dengue hemorrágica o paciente não vai, necessariamente, sofrer sangramentos gengivais, nasais e oculares, que, eventualmente, podem ocorrer na versão clássica. A mínima desconfiança de contaminação deve resultar na visita imediata ao médico. É importante, também, não confundir os sintomas com os de outras doenças, como uma gripe.

Ao ser atendido, deve-se solicitar a verificação da pressão arterial, sentado e deitado: se deitado for maior que sentado, é um indício de que a contaminação seja hemorrágica. Não existe medicação específica para a dengue, mas o paciente deve permanecer em observação, sob cuidados médicos. No caso de hemorragias, ele pode precisar de reposição sanguínea.

Veja como não criar o Aedes em casa

* coloque areia grossa no prato das plantas ou plante-as em terra ou areia grossa. No caso de flores ornamentais, lave o vaso várias vezes durante a semana, com bucha e sabão;

* em casas desocupadas, mantenha pias, tanques, boxes e banheiras secos e o vaso sanitário com a tampa abaixada;

* jogue desinfetante ou sabão em pó, toda semana, em ralos pouco utilizados;

* mantenha a caixa d'água bem fechada. Se a tampa estiver rachada ou quebrada, providencie outra;

* mantenha as calhas limpas para que a água possa escoar livremente, impedindo a formação de poças;

* lave o bebedouro dos animais de estimação, com bucha e sabão, em dias alternados;

* mantenha potes, filtros, garrafas e latões tapados e lave-os antes de enchê-los novamente;

* deixe baldes, bacias, garrafas e vasilhas em geral de boca virada para baixo;

* guarde pneus usados em local coberto ou cubra-os para que fiquem secos. Naqueles utilizados como protetores de garagem, balanço ou brinquedo, faça furos para a água vazar;

* coloque todas as embalagens descartáveis na lixeira ou em sacos plásticos.

Fonte - folheto explicativo da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen)

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