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Roubo de animais

Daniela Bochembuzo
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CCZ registra novo roubo de animais

Texto: Daniela Bochembuzo

Assalto, segundo registrado no mês de março, expõe problema de infra-estrutura vivenciado por órgão municipal há anos

Mais seis cavalos foram roubados do Centro de Controle de Zoonoses

(CCZ) anteontem à noite. A ocorrência, a segunda do mês, aconteceu às 23h50, quando o vigia foi dominado por três assaltantes, todos armados.

Além dos cavalos, os assaltantes levaram equipamentos de arreamento de eqüinos, como tapas e cordas. Durante o roubo, os três homens exigiram que o vigia, Darci Luiz de Mello Sanches, ficasse quieto e não avisasse a polícia. Caso contrário, ele poderia morrer.

De acordo com a chefia do CCZ, um assalto é registrado a cada sete dias no órgão. A ocorrência segue as mesmas características: os assaltantes pulam os muros e grades do local, apresentam-se armados e rendem o vigia, levando os animais em seguida.

A freqüência dos assaltos expõe um antigo problema do CCZ: a infra-estrutura precária. Os muros do local são baixos e as grades e portas são frágeis, o que facilita o arrombamento. Além disso, os vigias trabalham desarmados, o que inibe a reação dos mesmos.

"Felizmente, os vigias não sofreram lesão corporal em nenhuma das ocorrências. Sempre os orientamos a se render e a não reagir aos assaltos", explica Antonio Fernandes dos Santos Júnior, 35 anos, chefe interino do CCZ.

Para Santos, a falta de segurança somada a existência de proprietários de animais desonestos é que leva aos roubos. De acordo com o chefe interino, os assaltantes são pessoas que discordam da apreensão dos bichos do qual são proprietários feita pelo órgão municipal.

"O CCZ e a Prefeitura têm claro conhecimento da problemática dos animais soltos em Bauru, somos, inclusive, solidários ao problema, mas é impossível atender toda a demanda. Há abuso por parte dos proprietários", afirma Santos.

Além da falta de segurança do CCZ, o órgão não conta com veículo para realizar a apreensão de animais soltos. Em parte dos casos, o centro recorre à ajuda do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), que nem sempre pode atender às solicitações.

Sucata

Atualmente, o CCZ conta com um veículo para apreender animais soltos, mas o mesmo está em conserto. Antes disso, o caminhão havia ficado sete meses parado. "Ele já passou por várias reformas, que pouco ajudaram porque o veículo está sem condições de uso", diz Santos.

A Prefeitura já abriu um processo de licitação para a compra de um novo caminhão, mas não há data para que a aquisição seja realizada.

Também não há data para que a sede do CCZ seja transferida para outro local. O projeto existe, mas não há verbas para implantá-lo. Como resultado, o órgão continua a deixar de prestar serviços de carrocinha e de manter animais em quarentena - norma adotada para casos de raiva, entre outras doenças transmissíveis -.

"A Prefeitura tem conhecimento da situação enfrentada pelo CCZ hoje, mas não há verba para se resolver o problema. Infelizmente, o Município não pode solucionar tudo", argumenta Santos.

Para o chefe interino, a atual situação enfrentada pelo CCZ traz frustração. "Lógico que gostaria de atender 100% das chamadas da população, mas me sinto de mãos atadas. Enfrentamos sérias dificuldades de infra-estrutura e fazemos o que é possível", conclui.

Por essa razão, Santos pede que a população colabore com o CCZ mantendo seus animais presos, como exige a legislação municipal sobre posse responsável de animais.

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