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Comentário econômico

Paulo Toledo
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Economia&Negócios

Paulo Toledo

Inflação

As primeiras prévias referentes a inflação de março vem se mostrando muito favoráveis. A 2.ª quadrisemana do IPC-Fipe registrou deflação de 0,04%, devendo apresentar no próxima período e no fechamento do mês um pequeno movimento de alta, dada a influência cada vez maior do aumento nos preços dos combustíveis. No IGP-M, a queda registrada nos produtos agrícolas pode vir a aliviar o impacto de alta dos combustíveis. O comportamento desse grupo é a variável chave para a fechamento do mês.

Juros

Na análise de cenário do Lloyds TSB, nesta semana, o mercado ficará atento às reuniões do Federal Reserve (hoje) e do Copom (amanhã). No primeiro caso, diante das variáveis macroeconômicas, em especial os recentes números de inflação, é praticamente consenso no mercado que o FED eleve em 25 bp a taxa dos Fed Funds, para 6% ao ano.

Câmbio

O mercado cambial continua apresentando baixa volatilidade, com o real mantendo a tendência de apreciação verificada desde o início do ano. A emissão de bônus por parte de empresas privadas juntamente com o forte fluxo de investimentos diretos continuam colaborando para esse ambiente favorável. Segundo dados do BC, em fevereiro houve entrada líquida de US$ 1,9 bilhão de investimentos diretos, totalizando US$ 4,9 bilhões nos dois primeiros meses do ano.

Imobiliário

A Caixa Econômica Federal bateu, no primeiro bimestre de 2000, o recorde da década em financiamentos imobiliários. Foram 36.697 imóveis financiados nos dois primeiros meses do ano, o dobro dos 17.020 contratos do mesmo período do ano passado e dos 17.250 de 1998. Foram aplicados R$ 607 milhões em recursos da Caixa e do FGTS, contra R$ 281 milhões do ano

anterior.

Diferenciação

Os bancos que oferecerem tratamento diferenciado a clientes e não clientes no pagamento de determinados tributos, como contas de água, energia elétrica, gás, telefone e outros convênios de prestação de serviços, podem ser penalizados com multas de até R$ 100 mil. A informação

é do Banco Central (BC).

British Telecom

A possível compra da Telefónica da Espanha pela British Telecom está fazendo as ações da Telesp subirem fortemente no pregão de Bovespa. Os rumores de que a empresa inglesa estaria estudando comprar a espanhola

- em um negócio de US$ 256 bilhões - fizeram os papéis preferenciais da Telesp subirem, ontem pela manhã, em 3,73%, para R$ 55,50, e os ordinários 3,74% a R$ 32,70.

Cheque especial

As taxas de juros cobradas pelos bancos no cheque especial e empréstimo pessoal estão em trajetória descendente. Em março, o cheque especial tinha taxa de juros de 9,48% - ante 9,64% em fevereiro -, enquanto a taxa para o empréstimo pessoal era de 4,68%, frente aos 4,79% praticados no mês passado, o levantamento é do Procon de São Paulo.

Impressora

A Xerox, a Sharp e a Fuji Xerox estão unindo suas forças no segmento de impressoras a jato de tinta para o mercado Soho, num investimento estimado em US$ 2 bilhões para os próximos cinco anos. Segundo a própria Xerox, a aliança vai permitir que as três empresas desenvolvam uma linha de impressoras mais rápidas com um custo reduzido. Os produtos devem estar disponíveis em mais de 12 mil lojas, sites e outros canais de vendas.

Parceria

O Banco do Brasil assina, amanhã, na Superintendência do BB, em São Paulo, acordo de parceria negocial com o Macquarie Bank Limited, instituição financeira australiana. A formalização visa o lançamento de contratos de opções de soja e café, referenciados nas bolsas de Chicago e Nova York.

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