Engenharia da Unesp discute alternativas de investimentos
Texto: Patrícia Zamboni
Os alunos do curso de pós-graduação em Engenharia de Produção da Unesp-Bauru participaram, ontem, de uma mesa-redonda sobre "Alternativas de Investimentos", cujos palestrantes foram Carlos Renato Trecenti e Sara Margaret Hughes, da Lwart-Lwarcel. O evento teve como objetivo discutir técnicas de análise de alternativas na tomada de decisão para a implantação de novos projetos. Todos os alunos do curso atuam profissionalmente em empresas da região, como Brahma, Duratex, Jacto, Tilibra, Volvo, entre outras.
Durante a palestra proferida por Trecenti e Sara Hughes, foram discutidos os modelos que permitem às empresas conhecer os parâmetros do lucro e, a partir deles, fazer previsões sobre a viabilidade ou não do investimento no lançamento de um produto. Através de estudos, concluiu-se que é importante quantificar, por meio de modelos de probabilidade, o risco que se tem ao assumir um investimento.
Os palestrantes apresentaram "cases" que mostraram suas políticas de decisões, desde a simples compra de uma máquina nova até o lançamento de um novo produto. Para isso, é preciso levar em consideração os custos, futuras demandas no mercado, distribuição, risco, entre outros fatores. Os itens atendimento ao consumidor, tecnologia, comércio eletrônico, marketing direto, exportação, mudanças na arquitetura dos processos de trabalho e as tendências atuais do mercado também foram discutidos durante o evento. Segundo Sara Hughes, o brasileiro
é acostumado a mudanças, por isso, tem facilidade para agir e pensar rápido e para se adaptar às novidades do mercado. O professor José Marta Filho, professor doutor da disciplina Análise de Alternativas Financeiras de Investimentos, foi o coordenador dos trabalhos realizados ontem, na Unesp.
Osiris Luiz Ribeiro, um dos alunos do curso de pós-graduação e analista de sistemas da Volvo do Brasil, diz que atualmente o País enfrenta um grande problema na área de investimentos.
"O custo do dinheiro no Brasil é muito caro, então, as pessoas têm dificuldades de fazer investimentos, principalmente em novos produtos ou novas tecnologias, porque geralmente o retorno não é a curto prazo e os empréstimos bancários são feitos a curto prazo", afirmou Ribeiro. Segundo ele, os brasileiros também têm uma dificuldade muito grande em saber quais são as fontes do governo disponíveis para se conseguir alguma coisa. "Ainda estamos engatinhando nessa questão de Sebrae, Senai e Senac. Então, esses são fatores que ainda estamos aprendendo, por isso, esse tipo de evento como o de hoje (ontem) é ótimo porque
é uma forma de entendermos um pouco mais sobre o assunto. Além disso, com essas informações nós temos mais condições de analisar matematicamente os investimentos, medir o retorno, quais os riscos de determinadas aplicações, entre outros fatores. E por fim, a necessidade de termos novos negócios no Brasil, porque é um País de muitas oportunidades. Nós só precisamos saber quais os meios de chegar lá", disse Osiris Luiz Ribeiro.