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Márcia Buzalaf
| Tempo de leitura: 2 min

Energia: qualidade entra em debate

Texto: Márcia Buzalaf

Procon e Sinergia promovem debate amanhã visando mapear como está o nível dos serviços essenciais depois da privatização

Que a qualidade das prestadoras de serviço público piorou para os consumidores, ninguém duvida. Mas o que fazer para solucionar os problemas que nasceram da privatização de um serviço essencial? Discutir pode ser a solução.

É esta a proposta do Sindicato dos Energéticos de São Paulo (Sinergia-CUT) e do Procon, órgão de Defesa do Consumidor ligado ao gabinete do Prefeito Municipal.

O debate "A qualidade da prestação de serviços públicos de energia elétrica e a relação com os consumidores", na segunda-feira, visa mapear como está o nível dos serviços essenciais, principalmente os de distribuição de energia elétrica, depois da privatização.

O evento traz à cidade a diretora jurídica do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Flávia Lefévre, que deve apresentar um panorama de como ficou o serviço público depois da venda das estatais.

O Procon e o Sinergia deverão esquentar a discussão apresentando dados sobre a situação de Bauru e região. Para o titular do Procon, Édison Gasparini Júnior, a condição dos consumidores na questão da energia elétrica piorou e muito com a venda das empresas.

O Sinergia concorda com a posição dos consumidores e ainda alerta para os problemas que o enxugamento do quadro de funcionários causou e pode causar à população em geral e aos próprios trabalhadores da empresa.

Jesus Francisco Garcia, 45 anos, presidente do Sinergia, explica que há necessidade de se controlar a tarifa do serviço público, a qualidade deste serviço e as condições de trabalho dos funcionários das empresas. A idéia

é discutir a forma de melhorar a qualidade dos serviços energéticos em todos os sentidos.

A necessidade de ter uma fiscalização nas empresas privadas prestadoras de serviço público não

é nova. Os sindicatos ligados ao setor já tentaram, por diversas vezes, implantar um Conselho Municipal de Serviços Públicos de Energia (CMSPE). O projeto nunca foi encaminhado

à Câmara Municipal pelo prefeito Nilson Costa (PPS) e a cidade acabou ficando sem a entidade fiscalizadora.

Garcia lembra que vários setores da sociedade já contam com conselhos municipais para o acompanhamento mais presente dos problemas. "Educação já tem conselho, saúde já tem conselho...", lembra o presidente do Sinergia.

O debate deve contar com o Procurador da República, Pedro Antônio de Oliveira Machado, com vereadores da cidade, com a Prefeitura Municipal, com funcionários da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) e da Companhia Energética de São Paulo (Cesp).

Serviço

O debate "A qualidade da prestação de serviços públicos de energia elétrica e a relação com os consumidores" será realizado na segunda-feira, dia 27, às 20 horas, na sede do Sindicato do Comércio Varejista (SinComércio). A população em geral está convidada.

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