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Justiça Federal

Redação
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Para Tidei, Bauru não pode perder vara da Justiça Federal

Citado como tendo sido o prefeito que disponobilizou um terreno

(não utilizado) para a instalação da Justiça Federal em Bauru, Tidei de Lima disse, neste final, de semana, que o impasse entre a Prefeitura e os juízes federais não interessa nem um pouco à cidade. Para ele, o prefeito Nilson Costa (PPB) deve dar um jeito para que a cidade não deixe de contar, em hipótese alguma, com 3ª Vara da Justiça Federal.

Tidei concorda que, inicialmente, o terreno cedido por decreto

à Justiça localizava-se em uma região pouco urbanizada e de difícil acesso, nas imediações de onde está a avenida Jânio Quadros (Oeste), na divisa do Parque Vista Alegre e do Jardim Godoy. "Mas hoje há a avenida, que só precisa ser terminada", lembrou o ex-prefeito. Nilson Costa anunciou a sequência das obras e o término ainda neste ano.

De qualquer forma, afirmou Tidei, a Prefeitura deve dar um jeito de até, se for o caso, alugar um prédio que abrigue as duas varas já existentes e a terceira que só não foi instalada por falta de condições físicas. "Se não corrermos, Jaú ou outra cidade da região ficará com a vara e, quem sabe, até com todas as varas da Justiça Federal", advertiu.

O ex-prefeito afirmou que cada vara significa cerca de 60 empregos diretos, outros tantos indiretos e um trânsito muito grande de pessoas da região em Bauru, alimentando a economia local, como sempre ocorreu na cidade, polo de atração regional na área de serviços e de regionais dos poderes Executivo e Judiciário.

Privatização esvazia

Tidei de Lima justifica seu alerta a partir de uma análise dos últimos cinco anos da economia nacional, particularmente, a atual política das privatizações de empresas estatais e de enxugamento do Estado, que ceifou pelo menos 4 mil empregos públicos de Bauru.

Ele lembra que a Cesp tinha 400 funcionários e agora tem 140, a Rede Ferroviária Federal possuia 2.200 empregados e restaram 170, a Fepasa empregava 800 pessoas e, hoje, são cerca de 70, entre outros setores que desempregaram e, assim, contribuíram para o esfriamento da economia local e regional.

Além dos números negativos, houve uma perda de importância político-administrativa. Por isso, Tidei lança a proposta de que seja feito um levantamento completo da situação em que Bauru ficou após a onda de privatizações

- que ainda tem o Banespa pela frente. Munido dessa estatística, o prefeito deveria ir aos governos do Estado e da União para reivindicar uma contrapartida para os prejuízos da cidade com a política de privatizações e enxugamentos.

"É uma forma muito justa e muito democrática de reivindicar aquilo que é de direito. Não se trata de pedir favores nem privilégios para Bauru, que foi uma das cidades que mais sofreram com essa política neoliberal do governo nos últimos anos", argumentou Tidei.

A compensação, imagina Tidei de Lima, poderia vir de várias formas, inclusive com recursos para vários investimentos. Seria preciso, apenas,

uma conjugação de esforços e saber usar os excelentes argumentos que a cidade tem para reivindicar maior atenção com um problema que ainda não acabou, mas que está sendo sentido sobremaneira pela cidade e pela região.

"É a mesma coisa que os Estados fizeram em relação

à Lei Kandir, que retirou receita estatal, mas os governadores foram a Brasília e obtiveram boas compensações", comparou o ex-prefeito.

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