Nilson vai processar empresário que fez denúncia
O prefeito Nilson Costa (PPS) negou, ontem, que tenha sido procurado pelo empresário José Sebastião Teixeira, que denunciaria ter sido solicitada a liberação de R$ 500 mil a dois empresários americanos, em agosto de 98, no final da gestão de Izzo Filho (PPB), por conta da instalação de uma usina de reciclagem de lixo no aterro sanitário na cidade. Ontem, o empresário voltou a falar com o promotor da Cidadania e Patrimônio Público, Carlos Roberto Simioni, para reiterar a denúncia de que a instalação do aterro foi condicionada, em agosto de 98, à liberação de dinheiro.
Ontem, a assessoria do prefeito Nilson Costa procurou o JC para reclamar que a matéria veiculada na edição de ontem sobre o assunto faria uma ligação do suposto pedido de propina à sua administração. Em nenhum momento, a matéria afirma que o prefeito Nilson Costa seria o autor do pedido de propina. Como diz o parágrafo acima, o empresário teria estado na Prefeitura em agosto de 98, ou seja, final do mandato do ex-prefeito Antonio Izzo Filho.
Nilson Costa disse ontem, após a posse dos novos membros do primeiro escalão do Executivo, que vai processar o empresário por considerar suas afirmações caluniosas. "Este cidadão, acho que ele está exercitando uma vingança contra mim porque eu não atendi às pretensões dele. Ele chegou querendo ser secretário de Obras e nós já tínhamos escolhido o secretário um mês antes. Não me consta que ele seja um engenheiro ou que seja uma pessoa notável capaz de arcar com essa re0sponsabilidade. Independente disso, eu jamais prometi a ele qualquer cargo", afirmou o prefeito.
Para Nilson Costa, a administração eliminou as possíveis dúvidas em relação ao caso do lixo com a rescisão do contrato com a Transpolix. Também afirma não ter prometido a obra para usina de reciclagem de lixo para Teixeira. "Ele disse que eu prometi a ele uma concessão de aterro sanitário. Essas a0firmações são ridículas, porque não ocorrem pela vontade do prefeito. Eu nunca usei a Prefeitura para favorecer amigos ou inimigos. Uma obra como esta, um aterro sanitário, no momento em que Bauru for fazer isso, vai fazer através de um estudo e de uma licitação pública e que qualquer empresa pode concorrer desde que preencha os requisitos legais", disse.
Outra informação comentada pelo prefeito, ontem,
é sobre o uso de água na pesagem do lixo pela Transpolix.
"Ele diz que havia o despejo de três mil litros de
água num caminhão. Qualquer pessoa de bom senso pode fazer o teste. Se colocar três mil litros de água num caminhão, esse caminhão tem que estar apenas pela metade com o lixo. Se colocar essa água, depois de algumas centenas de metros essa água já vazou toda. Então veja bem. 0A gente começa a ouvir de pessoas que isso tem lógica, que tem veracidade. Basta examinar isso dentro da racionalidade, não quero discutir o passado que havia. Mas garanto que, quando nós assumimos a Prefeitura, nossa primeira preocupação foi reduzir despesa da coleta de lixo, rescindindo o contrato com a Transpolix, eliminando pela raiz qualquer possibilidade de fraude", ponderou.