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Superfaturamento

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

Denúncia do lixo espalha na Câmara

Texto: Nélson Gonçalves

A denúncia de superfaturamento na coleta de lixo foi o principal assunto da sessão legislativa de ontem à noite

As denúncias de possível superfaturamento na coleta de lixo no Município, a partir da contratação da Transpolix pela Emdurb, repercutiram na sessão de ontem

à noite, na Câmara Municipal. Vários vereadores comentaram o assunto. O primeiro a falar sobre as denúncias foi Edmundo Albuquerque (PSDB). Ele lembrou que o motorista Luiz Henrique Rosalin afirmou que trabalhou na Transpolix na época da gestão Tidei de Lima (PMDB). Futaro Sato rebateu que não há cabimento em se falar em três mil litros de água em uma caminhão de lixo.

O vereador Edmundo Albuquerque foi à tribuna da Câmara Municipal para apontar a matéria do JC que trouxe a confirmação das denúncias pelo motorista da empresa contratada pelo Município. "A resposta do motorista sobre o período em que ele trabalho na coleta

é clara. Ele diz que trabalhou entre maio e novembro de 1996. Então isso demonstra que o problema é antigo. Não é só da gestão do Izzo, mas da gestão de Tidei de Lima também", citou.

O vereador tucano argumentou que "quem estiver acompanhando essas denúncias deve ficar atento à época dos fatos. O testemunho do motorista ao Ministério Público

é muito claro. Há necessidade de se apurar tudo isso. A população tem que saber, porque têm ex-prefeitos querendo voltar, o Tidei é um deles". O vereador João Parreira (PMDB) que recebeu as denúncias em primeira mão, lembrou que a Promotoria vai analisar todo o tempo do contrato firmado entre a administração municipal e a Transpolix".

O vereador Antonio Carlos Garmes (PSDB) questiona a atuação da gestão Nilson Costa no caso. "Eu não tenho dúvidas de que havia problemas na denúncia do lixo. E eu vejo que o governo atual só tomou uma providência, rescindiu o contrato com a Transpolix no final de 98. Mas não foi cobrado da Transpolix o eventual ressarcimento. O assunto ficou do jeito que estava, mesmo com o empresário avisando o atual prefeito", disse. Garmes foi mais longe em seu raciocínio.

"O decreto lei 201/67 fala em omissão e negligência, quando o agente público não toma as providências em relação à denúncias. E o ex-prefeito foi cassado por agir em desacordo com esta lei", comentou.

Já Paulo Agustinho (PTB) entende que há exagero nos comentários sobre a denúncia do lixo por vereadores de oposição. "Existem vereadores de oposição que querem a qualquer custo culpar o prefeito, que faz um governo sério nesta cidade", rebateu. O peemedebista Futaro Sato, por sua vez, foi à tribuna para fazer colocações em relação à gestão de Tidei de Lima.

Para Sato, "toda vez que surge assunto ruim tentam jogar nas costas do ex-prefeito Tidei de Lima. Estão preocupados com o Tidei na eleição. Na questão do lixo, a pessoa mais indicada para se ouvir é Juranir Salas Berbel que foi diretor de limpeza pública na gestão do Tidei". Segundo Futaro Sato, "o motorista Luiz Henrique Rosalin foi demitido na gestão do Tidei de Lima, por justa causa e voltou na gestão do Izzo. O vereador Rogério Medina (PTB) argumentou que o motorista citado por Sato deixou a Transpolix, e não a Emdurb, em novembro de 1996 e que está na empresa municipal através de concurso público, sendo admitido na gestão atual, de Nilson Costa, em dezembro de 1998.

O assunto já parecia liquidado na sessão, quando o vereador João Parreira (PMDB) veiculou gravação em vídeo com o empresário José Sebastião Teixeira, que fez as denúncias de superfaturamento na coleta do lixo quando o serviço era feito pela Transpolix. João Parreira disse que, posteriormente, conversou com o atual diretor de Limpeza Pública, Renato Bacelar, que, segundo ele, confirmou as irregularidades. Teixeira mencionou que Bacelar avisou o presidente da Emdurb, Joaquim Madureira, sobre os problemas com a Transpolix. Ontem, o Ministério Público colheu mais um depoimento sobre o caso.

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