Geral

Campanha salarial

Erika de Lima
| Tempo de leitura: 3 min

Unesp mobiliza professores hoje para reivindicar aumento no salário

Texto: Erika de Lima

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) não fará greve em Bauru por causa da reivindicação do aumento salarial, mas professores e alunos estarão realizando uma assembléia que acontecerá na sala 1 da faculdade, a partir das 14h30.

As reivindicações dos professores que justificam essa manifestação é o aumento salarial de 25% para este semestre e mais 7% no segundo semestre. A Associação dos Docentes da Unesp (Adunesp), responsável pelo movimento, pretende convocar todos os interessados para expôr a questão do reajuste (leia boxe).

Segundo o presidente da Adunesp, Norival Agnelli, o Conselho dos Reitores das Universidades Paulistas (Cruesp) propôs que a data-base marcada para o dia 1 de maio fosse antecipada para 1 de abril. "Vemos que os reitores estão preocupados com a força do movimento e estão tentando nos dispersar.

"Nós deixamos de receber durante cinco anos 16 salários, o equivalente a 33% de defasagem salarial", afirma.

Essa é uma assembléia que envolverá docentes, porém, Agnelli ressalta que os funcionários também estão se mobilizando. Os estudantes entraram na luta, apoiando os professores.

Para engrossar a assembléia haverá algumas manifestações na cantina da universidade, às 10 e 19 horas, quando os universitários distribuirão um sopão, e os membros da Adunesp apresentarão as negociações propostas ao Cruesp. Entretanto, as aulas serão aplicadas normalmente.

Mesmo não entrando em greve a Adunesp vê a possibilidade da recusa. Agnelli salienta que muitos câmpus da Universidade de São Paulo (USP) ainda estão paralizados. "O campus de Assis continua em greve e prorrogará por mais alguns dias sua paralização, e em Ilha Solteira também.

A reitoria da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB/USP) foi procurada pela reportagem, mas a assessoria de imprensa disse que o reitor tinha ido à São Paulo e não poderia atender ninguém.

Funcionários da Unicamp, USP e Unesp param amanhã

Os funcionários da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) param amanhã para reivindicar aumento salarial. Eles querem reajuste de 32% para compensar as perdas desde 1995. Uma comissão representando os dez mil trabalhadores da Unicamp seguirá em caravana até São Paulo, onde se encontra com os servidores da Usp e Unesp.

Em São Paulo, os servidores devem fazer um ato público na USP. Eles entregarão a pauta de reinvidicações ao reitor Jacques Marcovitch, presidente do Conselho dos Reitores das Universidades Paulistas (Cruesp). No dia 13, representantes dos funcionários voltam a se reunir com os reitores, para conhecer a posição das universidades. Caso haja impasse, não está descartada a possibilidade de greve por tempo indeterminado.

O movimento dos funcionários conta com apoio dos docentes da Unicamp. "Não vamos paralisar as atividades, mas uma comissão acompanhará os servidores a São Paulo", disse hoje o presidente da Associação dos Docentes da Unicamp (Adunicamp), Francisco de Assis Machado Reis. Ele afirmou, porém, que se houver dificuldade nas negociações, a categoria deverá fazer uma greve por tempo indeterminado. "Já estamos mobilizados para isso", garantiu.

Professores - Professores e funcionários reivindicam 25% de reajuste agora e mais 7% no segundo semestre. Os números foram definidos no fórum que reuniu representantes das três universidades, há um mês. Os trabalhadores das duas categorias acreditam na possibilidade de reajuste em razão do aumento na arrecadação do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços

(ICMS) no primeiro trimestre. "Sabemos que houve um aumento e por isso achamos que as universidades têm condições de atender às nossas reivindicações", disse Reis. (AE)

Comentários

Comentários