Professores da Unesp paralisarão no próximo dia 13
Texto: Erika de Lima
A briga pelo reajuste salarial continua. A assembléia dos professores da Unesp realizada ontem, por volta das 15 horas, definiu uma paralisação para o próximo dia 13. Cinqüenta e dois docentes que estavam na assembléia optaram pela paralisação na próxima quinta-feira, porque é o primeiro dia da negociação com o Conselho dos Reitores das Universidades Paulistas (Cruesp).
Nesse dia as propostas e contra-propostas serão expostas pelo fórum dos funcionários das três universidades Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual Paulista (Unesp).
Dia 13, a mobilização dos professores será geral. Enquanto alguns docentes estiverem trabalhando na campanha salarial com a elaboração de faixas, cartazes e comunicação à mídia, uma comissão irá até o Instituto de Ciência e Tecnologia em São Paulo, para se juntar às demais universidades.
Na reunião também foi decidido que no dia 14, a partir das 10 horas haverá mais uma assembléia, para avaliar os resultados da negociação do dia anterior. No entanto, a categoria da Unesp de Bauru decidiu permanecer em estado de greve. Isso significa que os professores estarão prontos para entrar em greve a qualquer momento.
Segundo o presidente da Associação dos Docentes da Unesp (Adunesp), Norival Agnelli, os professores estão dispostos a suspender as atividades se for preciso. "Mas pretendemos utilizar esse intrumento só em último caso, e se não houver uma negociação favorável", afirma.
As datas para negociação propostas pelo Cruesp serão nos dias 13 e 19. Entretanto, a folha de pagamento é elaborada entre os dias 12 e 24, quando o reajuste ainda não foi feito. De acordo com Agnelli, os reitores pretendem aplicar o reajuste em abril e, se isso não ocorrer haverão paralisações.
As conversações sobre o reajuste salarial a 32%, ocorrerão até o dia 19, quando será encerrada a questão. No dia seguinte (20) uma nova assembléia da Adunesp será realizada para o desfecho da negociação. A universidade de Bauru ainda não entrou em greve. No entanto, dependendo dos acordos os professores paralisarão a qualquer momento. Outros câmpus como Araraquara, São José dos Campos, Ilha Solteira e Assis continuam em greve.
Estudantes da Unesp fazem sopão em protesto ao auxílio-moradia
Estudantes da Unesp se mobilizaram novamente para reivindicar moradia estudantil e bandejão mais barato. Ontem, por volta das 21 horas, eles distribuíram um sopão na cantina da universidade para expressar a revolta.
Os estudantes querem que o valor do bandejão, comercializado a R$ 2,80, seja reduzido para R$ 1,50, e a longo prazo, e construído um restaurante universitário (RU) no câmpus. De acordo com os estudantes não são todos que podem pagar pelo preço exigido pelo bandejão.
O protesto de ontem foi também pela agilização no processo de locação de casas para alunos carentes, dentro do programa de moradia universitária.
O problema apontado pelos universitários é que o número de bolsas, cerca de 17, são poucas para os quatro mil alunos. Os câmpus de Bauru e Jaboticabal eram os únicos que não tinham auxílio-moradia até o ano passado.
Além dos universitários, estavam presentes os professores, que aproveitaram a mobilização realizada pelos alunos na cantina para também se manifestarem.
Escolas estaduais devem ser paralisadas na sexta-feira
Texto: Paulo Toledo
As escolas da rede estadual de ensino devem ser paralisadas amanhã. A iniciativa faz parte da campanha salarial e foi fruto de uma assembléia realizada, ontem à tarde, envolvendo entidades de várias categorias ligadas ao ensino estadual.
Duílio Duka de Souza, 47 anos, diretor regional do Sindicato dos Professores das Escolas Estaduais (Apeoesp) disse que 22 escolas estão dispostas a participar do movimento. A previsão
é de que, na média, a paralisação possa atingir 80% a 90% das escolas estaduais da cidade.
Além dos professores (Apeoesp), participaram da assembléia representantes dos funcionários (Afuse), professores aposentados
(Apampesp), diretores (Udemo) e supervisores (Apase).
A paralisação está programada apenas para esta sexta-feira. Simultaneamente, será realizada uma assembléia estadual em São Paulo, para decidir os rumos do movimento. Para este evento, as entidades estão colocando, gratuitamente,
ônibus à disposição dos interessados, bastando fazer inscrição hoje, até as 10 horas, na Apeoesp. "Estamos convocando funcionários de escolas, professores, diretores e supervisores para o ato. Se não forem para São Paulo, que venham à vigília, que será realizada às 15 horas, em Bauru", afirmou.
O sindicalista disse que a principal reivindicação
é que o piso seja elevado para cinco salários mínimos.
Serviço
Mais informações podem ser obtidas na Apeoesp de Bauru, à rua Araújo Leite, 13-4. O telefone é
(14) 223-5171.