Geral

CPI do Narcotráfico

Rita de C. Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Policiais de Bauru estão na lista de envolvidos com tráfico de drogas

Texto: Rita de Cássia Cornélio

Quatro policiais militares e um investigador de polícia de Bauru tiveram seus nomes divulgados ontem em uma lista onde constam 253 nomes de policiais envolvidos com tráfico de drogas. Eles fariam parte da parte "podre" da polícia no Estado de São Paulo.

Os quatro PMs, segundo o comandante do CPAI-9, coronel Cid Monteiro de Barros foram denunciados anonimamente em 98 e tiveram suas vidas investigadas. O relatório conclusivo foi enviado para a Ouvidoria da Polícia, sem que houvesse qualquer indício de envolvimento deles, no enriquecimento ilícito devido ao tráfico de drogas.

O coronel garante que nada ficou provado, porém não apresentou o relatório final para a Imprensa. Na opinião dele, as denúncias anônimas, são inconstitucionais e nem deveriam ter sido levadas em conta. Mesmo assim, os quatro foram investigados pelo setor da polícia militar encarregado de manter a transparência.

Monteiro de Barros não concordou com a divulgação dos nomes e prometeu responder as acusações com prestação de serviço mais eficiente. "Os quatro foram investigados e nada consta contra eles, por isso, eles continuam trabalhando. Vamos responder as acusações com prestação de serviço eficiente."

Segundo o coronel, os quatro PMs serão orientados a entrar na Justiça contra o jornal que divulgou seus nomes, sem antes averiguar se eles estavam ou não, realmente, envolvidos.

"O caso foi encerrado no ano passado e eles fazem parte da lista de acusações improcedentes, portanto não deveriam ter tido seus nomes divulgados."

Na opinião do coronel não há mais nada a ser investigado. "Para nós não há o que investigar, o que tinha que ser feito já foi feito. Nada se constatou. Para nós eles são inocentes, até que se prove o contrário. São da mais alta confiança, tanto que continuarão a trabalhar, no seu trabalho normal."

Monteiro de Barro lamentou a situação criada por um jornal de circulação estadual. "É uma situação difícil tanto para nós da PM como para os próprios policiais. Nós temos a consciência tranqüila que através dessa investigação, nada se contatou, então cumprimos o nosso papel."

Investigador

Um investigador da polícia Civil de Bauru, segundo o que foi divulgado pelo mesmo jornal, estaria envolvido com tráfico de cocaína e tráfico ilegal de armas. Segundo o delegado seccional de Bauru, Antônio Angelo Ciocca, o acusado responde a dois inquéritos e já foi suspenso por cinco dias, quando respondeu uma sindicância.

O policial que atualmente trabalha na cadeia fazendo escolta de presos, responde um inquérito que apura a denúncia de tráfico de drogas e armas, encaminhada pela ouvidoria e outro, por abuso de autoridade no trânsito de Bauru.

Segundo Ciocca, os inquéritos serão concluídos o mais rápido possível. "O caso está no setor de corregedoria da delegacia Seccional. Temos pressa em concluí-lo e tomar as providências que couber no caso."

Para não correr o risco de cometer injustiças, uma vez que não há provas concretas nem indícios fortes o suficiente contra os acusados, o JC resolveu preservar, por hora, os nomes dos policiais. Isso não significa que o jornal vai manter essa postura se os fatos avançarem para uma acusação mais consistente. Estamos apenas aguardando provas ou uma denúncia forma e, assim que tivermos, vamos divulgá-las.

Comentários

Comentários