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Campanha salarial

Sabrina Magalhães
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85% das escolas aderem à paralisação

Texto: Sabrina Magalhães

Das 48 escolas estaduais de Bauru, apenas cinco mantiveram sua rotina de trabalho. Muitos alunos tiveram que voltar para casa

A paralisação das escolas estaduais que estava programada para ontem teve a adesão de 85% das instituições em Bauru. Das 48 unidades, apenas cinco deram continuidade às atividades habituais. O manifesto faz parte da estratégia de campanha salarial da categoria.

De acordo com o dirigente regional de ensino substituto, Paulo Maxmino, a maioria das escolas estaduais de Bauru suspenderam as aulas total ou parcialmente. As únicas instituições que não aderiram ao movimento foram: Cefam, Cesub e as escolas Antônio Guedes de Azevedo, José Miranda e Luiz Carlos Gomes.

Maxmino lembra que a paralisação é um direito dos trabalhadores, mas adverte que numa reunião com a secretária estadual de Educação, Rose Neubauer, foi acordado que, nestes casos, o funcionário tem que assumir sua falta e ainda fazer a reposição de aula. Na opinião do dirigente, a forma como isso será resolvido ainda precisa ser discutida.

Ato público

Por volta das 15 horas, cerca de 80 pessoas se reuniram na sede da Apeoesp para um ato público, em repúdio ao não cumprimento de promessas de campanha do Governador Mário Covas. "Ele disse que os professores receberiam cinco salários mínimos por 24 aulas semanais e é isso que queremos", comentou o representante de escola Edmar da Silva.

Segundo ele, esta é a principal reivindicação da categoria, que neste ano participa de uma campanha salarial unificada, envolvendo não só professores, mas supervisores, diretores, serventes e demais funcionários da educação. Além do reajuste, a categoria ainda pede uma revisão na grade curricular, que foi modificada recentemente, reduzindo-se o número de aulas para várias disciplinas.

Paralelamente a isso, foi realizada uma assembléia geral na Capital paulista, para discutir novas estratégias de campanha. Dois ônibus saíram de Bauru levando profissionais da educação para São Paulo. Até o fechamento desta edição, o JC não conseguiu entrar em contato com nenhum participante da assembléia para saber os resultados.

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