Emprego: prejuízo em 2% a 10% dos casos
Texto: Sabrina Magalhães
Algumas empresas já adotaram programas de identificação e tratamento das funcionárias que sofrem de TPM
Cerca de 2% a 10% das mulheres que procuram o consultório médico para tratar a síndrome pré-menstrual recebem o diagnóstico de TPM Disfórico, um tipo de TPM muito severo, que incapacita temporariamente a mulher. Evidentemente, isso tem um reflexo imediato no mercado de trabalho, com aumento no absenteísmo (faltas do serviço) e no número de acidentes profissionais.
Isso acontece porque o distúrbio acaba levando essas mulheres a um quadro de baixa produtividade, falta de coordenação motora, ansiedade excessiva, dores musculares e de cabeça, além de dificuldade de memorização.
Num mundo onde as mulheres somam aproximadamente 60% da força de trabalho, a síndrome pode resultar num prejuízo de até 10% à empresa, em comparação com os setores exclusivamente masculinos. Mas segundo a TPM Clinic, uma empresa de São Paulo, este índice pode ser corrigido com a adoção de um programa de saneamento e prevenção, ou seja, com a implantação de um trabalho de triagem e tratamento para as mulheres que pertencem ao quadro de funcionários da empresa.
A idéia é identificar as funcionárias que apresentam a síndrome e estabelecer uma estratégia terapêutica para sanar estas alterações. Paralelamente,
é feito um trabalho para que os homens saibam identificar as colegas com TPM, de forma que possam buscar soluções de cooperação para a boa execução das tarefas, num clima de solidariedade e respeito.
Metodologia
O programa de saneamento é feito em duas etapas. Nos primeiros quatro meses, todos os funcionários participam de palestras e respondem a questionários específicos e anônimos. O objetivo inicial é identificar e diagnosticar os problemas que podem estar barrando o potencial desenvolvimento do setor.
Ao fim deste período, é preparado um relatório com o perfil da ciclicidade hormonal de cada funcionária e o perfil do funcionamento geral da empresa.
Neste relatório, a Diretoria já pode acompanhar os índices de prejuízo que a TPM está causando e a informação precisa de quais funcionárias devem ser encaminhadas ao tratamento.
Então, começa a segunda fase do probrama, com a determinação de medidas práticas de ação terapêutica, que serão aplicadas individualmente.
Ao fim deste trabalho, todas as funcionárias terão estimulado sua autopercepção e autoconhecimento, de forma que, mesmo com o efeito dos hormônios mensalmente, ela estará apta a dominar os sintomas e fazer as escolhas mais adequadas, respeitando a si própria e aos que a cercam, com total consciência. Assim, ela ganha qualidade de vida e oferece qualidade no trabalho.
Resultados do programa de saneamento:
* Melhoria no relacionamento interpessoal;
* Diminuição significativa do absenteísmo por TPM e dos distúrbios menstruais;
* Redução significativa dos prejuízos econômicos, emocionais e sociais dados pelas diferenças de gênero;
* Aumento da produtividade;
* Aumento da criatividade;
* Maior disponibilidade a um trabalho em cooperação.
Fonte: www.tpm.com.br
Nas ruas...
"Nossa vida é tão corrida que não dá tempo nem para perceber as alterações da TPM dela. Mas mesmo se influenciasse... Acho que o respeito é importante. Acho que você tem que saber respeitar a outra pessoa pelos problemas que cada um enfrenta. Principalmente no casamento, na relação a dois, se não houver essa compreensão, esse jogo de cintura, a coisa fica realmente difícil."
Rubens Lovison Jr., 39 anos, jornalista e vendedor