Moradores querem áreas de lazer
Faltam áreas de lazer. Essa é uma das reclamações dos moradores dos bairros da região Leste da cidade, principalmente dos núcleos habitacionais Pastor Arlindo Lopes Viana e José Regino (antigo Bauru 22 e Bauru 25, respectivamente). As crianças são as que mais reclamam a falta de espaço para brincar.
No núcleo Pastor Arlindo Lopes Viana foi improvisada uma
área na rua Aníbal Rodrigues da Silva. Em um antigo terreno baldio, foram colocadas traves e feito um campinho de futebol.
Mas os moradores reclamam da falta de cuidado e limpeza dessa
área. O mato alto invade o campinho e, muitas vezes, os próprios moradores fazem a capinação ou ateiam fogo no mato alto.
Caio César, 8 anos, e Júlio, 12 anos, disseram que o único lugar que eles podem brincar com os amigos é no campinho improvisado, mas que muitas vezes brincam nas ruas, porque encontram bichos no local.
"Ou brincamos aqui (no campinho), que tem bicho, rato e cobra, ou na rua. Não temos outro lugar", disse Caio César.
No José Regino não é diferente. A falta de
áreas de lazer revolta os moradores, que também reclamam do mato em terrenos baldios. Na rua Kitt Sakuma, um terreno deveria ter sido transformado em área de lazer, mas nunca foi limpo. Agora, esse mesmo terreno virou depósito de lixo doméstico e entulho.
"O mato é muito alto, tem bichos, insetos, baratas e ratos. Essa área tinha sido determinada para lazer, mas nunca foi feito nada, por isso é que os moradores não respeitam e jogam lixo doméstico e até animais mortos nela", disse a moradora do bairro, Maria Aparecida da Silva.
Alguns terrenos baldios do José Regino foram transformados em campinhos de futebol pelos próprios moradores, que fazem a capinação. Mas esse ato nem sempre é respeitado por outros moradores do bairro. Lixo e entulho sempre são depositados em qualquer terreno, mesmo que seja uma área para crianças.
No Parque Bauru, é uma grande erosão na rua Jorge Schneyder Filho que gera reclamações entre os moradores. Lixo é jogado nessa erosão, que atravessa o bairro. Essa mesma erosão já foi tratada entre os anos de 92 e 95. Muito dinheiro e esforço foi canalizado numa área que até hoje não está totalmente aproveitada. Nessa erosão tratada, equipamentos públicos, como escolas, posto de saúde e praças, deveriam ter sido instalados. Mas esse processo também parou.
O núcleo Otávio Rasi tem uma quadra poliesportiva e as obras de um campo de malha e bocha começadas. Segundo a presidente da Associação de Moradores do bairro, Elaine Regina Paula da Silva, a quadra precisa ser coberta e iluminada e o campo de malha e bocha terminado. As praças do bairro também precisam ser limpas. Na última semana, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) fez a poda das árvores das praças, o que gerou protestos de alguns moradores. Alguns reclamaram de galhos e mato que ficaram nas calçadas das praças. Outros, porque acharam que a Semma cortou demais as árvores.
A Associação de Moradores também afirmou que a iluminação do bairro é precária.
"Algumas ruas não têm nenhum bico de luz", afirmou Elaine.
Um bolsão de entulho que virou um lixão, no final da rua Breno Pinheiro Machado Ribas (parte baixa do Otávio Rasi), é outra reclamação dos moradores daquele bairro. Elaine disse que não só os moradores jogam lixo no local.
"Não é só caminhão de entulho que é despejado aqui. Caminhão de lixo também. Por isso, alguns moradores acham que podem jogar lixo nesse bolsão de entulho, que virou um lixão", disse a presidente da Associação de Moradores do Núcleo Otávio Rasi.