Geral

Comentário político

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Entrelinha

Unanimidade

A médica Tereza Faifer, membro do Conselho Municipal de Saúde, foi quem abriu a última sessão ordinária da Câmara Municipal. Ela falou sobre o Dia Mundial da Saúde, comemorado no dia 7 de abril. A médica aproveitou a tribuna para questionar o atual modelo público de saúde. Em seus pronunciamentos, os vereadores seguiram a mesma linha.

"Maneta"

O vereador Paulo Madureira (PPB), por exemplo, disse que a saúde pública está à míngua. "Na época da campanha, Fernando Henrique usou os cincos dedos da mão para mostrar suas propostas eleitorais. Analisando o governo hoje, concluo que o dedo da saúde foi cortado. Aliás, o governo ficou maneta", ironizou.

Um é pouco...

Rino Biagio (PPB) inverteu o ditado "um é pouco, dois

é bom e três é demais" ao tentar vestir o blazer de seu terno ontem. Sozinho, não conseguiu colocá-lo. Com a ajuda de Lucrécio Jacques (PPB), muito menos. Foi preciso que Futaro Sato (PMDB) desse uma mãozinha para que Biagio pudesse chegar à tribuna alinhado. Sato finalizou a ajuda ajeitando a ombreira da roupa.

Esclarecido?

Roberto Bueno (PTB) saiu em defesa da Emdurb sobre o sumiço das três viaturas da empresas. Em seu discurso, citou conversa com Joaquim Madureira e negou o desaparecimento. "Não houve sumiço, os veículos viraram sucata e foram a leilão."

Os porquês

O vereador apenas esqueceu de explicar o porquê de a autarquia continuar pagando os impostos dos carros até hoje e o porquê dela abrir uma sindicância para apurar as acusações, se está tudo tão claro assim. Espera-ser que, se houver irregularidades, tudo não acabe em um suculento churrasco...

Cacique

O uso de um cocar indígena por Nilson Costa, em evento realizado anteontem pelos 500 anos do Brasil, foi motivo de piadas entre os vereadores em sessão da Câmara Municipal. Luiz Carlos Valle (PDT) referiu-se ao prefeito como um cacique sem competência, que perde tempo experimentando o cocar ao invés de administrar a cidade.

Indústria de multa

João Parreira (PDT) disse que a Emdurb está se transformando em uma indústria de multas. De acordo com o vereador, a empresa recebeu R$ 76 mil em multas somente no mês de fevereiro e estima receber até dezembro R$ 900 mil através da mesma prática. Essa estimativa, segundo ele, não está incluindo a arrecadação com radares e lombadas eletrônicas.

"Carimbadores"

O projeto que autoriza as lombadas, aliás, pode ter dificuldade para ser aprovado na Câmara. Para os vereadores, a Emdurb deveria ter tido o cuidado de consultar o Legislativo antes de instalar os equipamentos. "Não somos uma casa de homologação de projetos. Aqui, gostamos de discutir propostas, não ficamos somente batendo carimbos", disparou Parreira.

"Atropelo"

Luiz Carlos Valle (PDT) definiu a instalação de lombadas eletrônicas pela Emdurb como um "atropelo". O vereador questionou o benefício que a população de Bauru terá com o projeto. "Pelo jeito, quem vai ganhar mais com isso será a empresa que ganhou a licitação", disse. Segundo cálculos de Parreira, por cada chapa fotografada, a empresa ganhará R$ 23,00.

Comentários

Comentários