Unesp paralisa atividades hoje
Texto: Érika de Lima
Professores e funcionários do câmpus de Bauru da Universidade Estadual Paulista (Unesp) prometem paralisar suas atividades hoje, como forma de reivindicar reajuste salarial de 32%. Entre professores e funcionários, o câmpus contabiliza 900 servidores. Parte dos 3.300 alunos apóia o movimento dos servidores por aumento salarial.
Representantes da maioria dos câmpus da Unesp, assim com a Universidade de Campinas (Unicamp) e Universidade de São Paulo (USP), estarão fazendo um ato público, hoje, em frente à Secretaria de Ciência e Tecnologia, em São Paulo. Ontem, numa reunião realizada no câmpus de Bauru com representantes de professores, funcionários e alunos foi definido que cerca de 50 pessoas - das três categorias da unidade - irão para São Paulo participar do ato público.
Os representantes dos servidores se reunirão com o Conselho dos Reitores das Universidades Paulista (Cruesp) para saber a posição dos reitores das universidades frente às reivindicações. Se houver impasse, há possibilidade de greve por tempo indeterminado.
As comissões representadas pelas categorias reivindicam 25% de reajuste agora e mais 7% no segundo semestre, para compensar as perdas desde 1995. As porcentagens foram definidas no fórum que reuniu representantes das três universidades, há um mês. A pauta levada ao Cruesp tinha como um dos itens esse reajuste.
O presidente da Associação dos Docentes da Unesp
(Adunesp), Norival Agnelli, está confiante no movimento.
"Mostraremos que nosso reajuste pode ser feito através do orçamento que a universidade tem", afirma.
Hoje, a partir das 8h30, servidores estarão na cantina da Unesp, juntamente com alunos que apóiam o movimento, protestando. Na reunião de ontem, os diretores das três unidades da Unesp-Bauru - Faculdade de Ciências (FC), Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (Faac) e Faculdade de Engenharia (FE) - aprovaram a paralisação programada para hoje.
Os membros dos diretórios acadêmicos de Psicologia, Engenharia e Comunicação Social disseram ao JC que não só aprovam a paralisação como ajudaram a divulgar o movimento. A diretora da Faac, Cleide Biancardi, disse que a paralisação de hoje é uma parada para reflexão da situação salarial vivida pelos professores.
Para ela, reajuste salarial é prioridade e espera que as três universidades - Unesp, USP e Unicamp - decidam juntas sobre o reajuste. Cleide lembrou que a Reitoria da Unesp já ofereceu até 10% de reajuste, índice que não prejudicaria o orçamento da Universidade.