CPFL reconhece que cortou 30 mil bauruenses da baixa renda
Texto: Márcia Buzalaf
A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) admitiu que cortou a tarifa de baixa renda de 30 mil bauruenses com o recadastramento feito no começo do ano passado para o subsídio dado a quem gasta um limite de energia elétrica. Isso significa mais de 32% do total de consumidores residenciais da empresa na cidade. De acordo com o gerente de gestão de mercado da empresa, Luiz José Hernandes Júnior, 40 anos, a tarifa de baixa renda foi criada apenas para atender a população que começa a ter acesso à energia elétrica
- não a todo consumidor que tenha renda baixa.
Aproximadamente 22.080 consumidores residenciais conseguiram manter a tarifa social, ou seja, 24% do total dos usuário do serviço na cidade. Na região administrativa do distrito da CPFL em Bauru, que envolve várias cidades da região, a porcentagem se mantém e cerca de 57 mil consumidores dos 240 mil consumidores da região continuam com o subsídio.
O corte da tarifa de baixa renda para 30 mil moradores de Bauru foi sentido no começo desta semana, quando as contas de energia elétrica chegaram e apresentaram valores em sobro do que costumava ser cobrado. O fim do subsídio causou um impacto nas contas e levou à porta da empresa vários consumidores insatisfeitos, que alegam não ter como pagar a conta de energia.
O recadastramento dos consumidores que se enquadravam na tarifa de baixa renda foi feito para ver quem são as pessoas que deixaram de ser consideradas "baixa renda", já que o cadastro da empresa havia sido atualizado pela última vez em 1996. Hernandes Júnior afirma que qualquer consumidor que tiver dúvida se pode se enquadrar ou não na tarifa de baixa renda deve procurar a empresa.
Para a CPFL, é consumidor de baixa renda aquele que tem a ligação monofásica, gasta, mensalmente, 220 kWh e tem um conjunto de equipamentos que soma 4 mil Watts, sendo que qualquer chuveiro está limitado a 2,5 mil Watts. Hernandes Júnior acredita que esta especificação comporta a população de baixa renda. "O conceito da portaria comporta a ligação de uma família carente, sem problema nenhum", opina.