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Dinheiro falso

Fábio Grellet
| Tempo de leitura: 3 min

Apreendidos US$ 247 mil falsos em Brotas

Texto: Fábio Grellet

Um pacote com 247 mil dólares em notas falsas foi apreendido ontem à tarde, na casa do mecânico Renato Carlos Valente, situada no bairro Campos Elíseos, em Brotas. A polícia descobriu os dólares durante as investigações a um assalto, realizado na madrugada da última segunda-feira, ao posto de combustíveis Taperão, situado na rodovia engenheiro Paulo Nilo Romano (SP-225), no município de Brotas.

Dois indivíduos foram abordados por policiais militares, durante uma operação de rotina realizada ontem, por volta das 13 horas, em Dois Córregos. Um deles foi identificado como Ocimar Aparecido da Silva Rodrigues e o outro era Ânderson Aparecido Gomes. Eles eram de Brotas e estavam com 29 cheques, carimbados com o símbolo do posto Taperão. Examinando os cheques, os policiais desconfiaram do envolvimento da dupla com o assalto ao posto, crime do qual já tinham ciência. Ambos foram levados à delegacia de polícia de Dois Córregos e, enquanto aguardavam para serem interrogados pelo delegado Edmílson Bataier, houve um telefonema anônimo

à delegacia, em que alguém informava sobre a hipótese da dupla estar envolvida com a falsificação de dólares. Os dois teriam então admitido que Ânderson participara do assalto, junto com Onildo Alves da Silva e Juliano da Silva Rodrigues, que é irmão de Ocimar e trabalhava como segurança do posto Taperão.

Como o trio que realizou o assalto temia trocar em Brotas os cheques roubados do posto, teriam repassado ao irmão de Juliano, Ocimar Rodrigues. Este morou em Dois Córregos e conhecia algumas pessoas lá. Por isso, teria mais facilidade para trocar os cheques, e foi até a cidade, acompanhado por um dos autores do roubo, para tentar fazer isso.

Rodrigues também teria admitido envolvimento com a falsificação da moeda norte-americana, e levou à prisão de seu suposto comparsa nessa atividade, Renato Carlos Valente, na casa de quem estavam os dólares, embalados num saco plástico. Os dois seriam interrogados durante a noite de ontem, pelo delegado de Brotas, José Fernando Garcia, para elucidar a origem dos dólares e o que a dupla pretendia fazer com eles. Segundo uma funcionária da delegacia, extra-oficialmente os suspeitos teriam afirmado que "acharam os dólares perto de suas casas e ficaram com medo de entregá-los à polícia".

Valente e Rodrigues devem ser acusados pelo crime de falsificação de moeda, previsto pelo Código Penal através do art. 289, que impõe pena de três a 12 anos de reclusão, além de multa. Depois de ouvidos, eles devem ser encaminhados para a Cadeia Pública de Rio Claro, porque a de Brotas

é exclusivamente feminina.

Roubo no posto

O roubo ao posto Taperão, situado às margens da SP-225, no município de Brotas, aconteceu na madrugada de segunda-feira. Armados com carabinas, três homens renderam os dois seguranças do posto e levaram o cofre da empresa. Segundo a polícia, havia cerca de R$ 8 mil dentro dele.

A ação começou por volta das 2 horas e, em 30 minutos, os assaltantes já haviam imobilizado os seguranças e carregado o cofre, usando um carrinho de mão. Eles puseram o cofre em um carro não identificado pelos seguranças do posto, com o qual fugiram.

A abordagem feita pelos policiais militares a Ânderson Aparecido Gomes e Ocimar Aparecido da Silva Rodrigues, em Dois Córregos, permitiu a elucidação do caso. Conforme o delegado de polícia de Dois Córregos, Edmílson Bataier, eles explicaram que o crime teria sido planejado pelo segurança do posto, Juliano da Silva Rodrigues, que teria convidado os outros dois colegas para executar o assalto.

A polícia já encontrou R$ 440 em dinheiro e todos os cheques roubados do posto, além de localizar o cofre e uma das armas usadas durante a ação criminosa.

Dos três suspeitos de realizar o assalto, Onildo Alves da Silva e Ânderson Aparecido Gomes estão presos, enquanto Juliano da Silva Rodrigues continua foragido. Eles vão ser indiciados por roubo qualificado e podem ser submetidos a uma pena de quatro a dez anos de reclusão, aumentada em um terço ou a metade pelas circunstâncias em que praticaram o ato (em grupo e usando arma).

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