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Fraude no INSS

Rita de C.Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Presos acusados de fraudar INSS

Texto: Rita de C. Cornélio

A Polícia Federal de Bauru prendeu em flagrante, na cidade de Avaré, dois homens acusados de fazer parte de uma quadrilha acusada de lesar o INSS no Estado de São Paulo. O pedreiro V.A.M., 59 anos, e o eletricista A.S.B., 49 anos, foram presos após retirada de benefício, no valor de R$ 900,00, na Caixa Econômica Federal (CEF).

O caso vinha sendo investigado pelos agentes da PF, desde março, a pedido do INSS. O órgão havia detectado que toda a documentação entregue para requerer o auxílio-doença, era fraudada. Segundo o delegado da PF, Antonio Vaz de Oliveira, que divulgou apenas as iniciais dos acusados foi descoberto que o trabalhador nunca tinha sido empregado na empresa.

Embora, morando em Sumaré e Campinas, a dupla requereu o benefício em Avaré, onde haviam alugado um quarto. O caso foi acompanhado de perto pelos agentes federais, desde o dia da perícia, onde V.A.M. alegou problemas psiquiátricos.

O benefício foi liberado dia 11 de abril, no valor de R$ 964,00, a receber na CEF. Os pagamentos atrasados, no valor aproximado de R$ 4 mil, também estava disponíveis no Banco do Brasil. Na quinta-feira, quando a dupla foi até a CEF fazer a retirada, foi presa em flagrante. O dinheiro dos pagamentos atrasados não chegou a ser retirado pelos golpistas.

17.º Caso

Segundo o delegado da PF, Antônio Vaz de Oliveira, este foi o 17.º caso esclarecido pela Polícia Federal no Estado de São Paulo. "Na nossa região, teve um caso em Botucatu. Notamos que todas as assinaturas são iguais, em todos os documentos, embora os carimbos das empresas sejam diferentes."

Vaz lembra que no caso de Avaré, A.S.B. se apresentava como procurador de V.A.M e o acompanhava em todas as fases da aquisição do benefício. "Acreditamos na existência de uma quadrilha especializada em aplicar golpes contra a previdência."

De acordo com ele, as investigações continuam a fim identificar os demais integrantes da quadrilha. "A equipe de investigadores está em Sumaré. Sabemos que há uma mulher envolvida, que pode ser, inclusive, a idealizadora do golpe."

Em Botucatu, segundo o delegado, uma mulher era a procuradora e 80% do dinheiro recebido teria ficado com ela. "Pode ser a mesma pessoa. Já foi registrado o mesmo golpe na cidade de Taubaté."

Ele acredita que a quadrilha seja bem organizada. "Eles alugam um imóvel para fornecer o endereço ao INSS", diz.

Em alguns casos, segundo o delegado, os golpistas recrutam pessoas nas filas de benefícios do INSS. "São pessoas que realmente estão doentes e quando passam pela perícia, a doença é detectada."

Ele faz um alerta para a população. Sempre que alguém lhe oferecer benefícios, procure o órgão competente para se informar, no caso, INSS. Quem apresenta documentos fraudulentos também responde por crime de estelionato.

O crime de estelionato, prevê pena de um a cinco anos de reclusão, que pode ser aumentada em 1/3 por ser aplicada contra entidade de direito público.

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