Professores e funcionários da Unesp farão nova assembléia
Texto: Erika de Lima *
Ontem, após duas reuniões, uma pela manhã, e outra à tarde, professores e funcionários da Universidade Estadual Paulista (Unesp), decidiram voltar a convocar as assembléias na próxima quarta-feira. Além disso, elaboraram uma moção de repúdio ao reitor da Universidade de São Paulo (USP), ao governador do Estado e ao secretário estadual de Ciências e Tecnologia de São Paulo, e decidiram mover uma ação jurídica contra os reitores das três universidades.
A assembléia dos servidores de Bauru será realizada um dia após a reunião dos representantes, em São Paulo, que ocorrerá às 14 horas, na próxima terça-feira. Os professores e funcionários não concordaram com o reajuste salarial de 7% propostos pelo Conselho dos Reitores das Universidades Paulistas (Cruesp).
Segundo o professor da Unesp, Geraldo Bérgamo, a reunião de ontem apenas definiu que os servidores deverão esperar uma posição dos representantes das três universidades
- Unesp, USP e Universidade de Campinas (Unicamp). "A partir disso, estaremos nos mobilizando para acatar o que a categoria decidir. A proposta do Cruesp está muito longe do que desejamos", afirma.
No entanto, não houve confirmação da continuação da paralisação: os servidores apenas ficarão em estado de greve, mas após a Semana Santa, as atividades voltarão ao normal.
Em relação à moção de repúdio, Bérgamo acredita que ela tenha sido conqüência do que os professores consideraram como truculência da polícia indo de encontro ao que esperavam os reitores. "Esses são alguns motivos pelos quais moveremos uma ação judicial", acrescenta.
O auxiliar técnico, Paulo César Nascimento, que esteve em São Paulo, contou que a polícia teria agido com muita agressividade, usando bombas de gás e tiros de festim.
* Colaborou Fabiana Teófilo