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Daniela Bochembuzo
| Tempo de leitura: 3 min

Núcleo quer afastamento de Estela da presidência do diretório petista

Texto: Daniela Bochembuzo

Para membros do Núcleo Opção PT, Estela não tem neutralidade para conduzir o processo eleitoral por ser pré-candidata à Prefeitura

O Núcleo Opção PT irá protocolar na executiva municipal do PT documento em que pede o afastamento de Estela Almagro da presidência do diretório municipal do partido. O pedido deve ser formalizado na próxima semana por Francisco Wagner Monteiro, membro da Comissão de Ética da legenda em Bauru.

Para membros do Núcleo Opção PT, uma das facções internas do partido, Estela não pode continuar na presidência do diretório municipal porque

é pré-candidata à Prefeitura. "Ela não tem neutralidade para conduzir o processo eleitoral municipal", avalia Monteiro, que é diretor do Sindicato dos Eletricitários

(Sinergia).

No documento, o Núcleo Opção PT solicita ainda que a executiva estadual do partido acompanhe de perto a sucessão eleitoral do diretório municipal em razão de desvio de conduta.

Há entendimento de que a presidência desviou a condução do processo eleitoral ao não discutir a política de alianças, como havia sido proposto no pedido de prorrogamento do prazo de realização do encontro municipal enviado

à executiva estadual do partido e aprovado pela mesma instância.

"A presidente assumiu o compromisso de debater a política de alianças, mas não o fez. Pelo contrário, ela conduz o processo em torno da proposta do partido apresentar candidatura própria e ainda lança sua pré-candidatura

à Prefeitura", acusa Monteiro.

O sindicalista afirma que o núcleo defende o direito de Estela Almagro lançar a sua pré-candidatura, mas não considera ético e moral que ela seja candidata e conduza o processo eleitoral municipal ao mesmo tempo. "Qual será a neutralidade dela nesse caso?", questiona.

Como membro da Comissão de Ética do PT em Bauru, Monteiro diz que já iniciou informalmente o debate sobre o afastamento de Estela com as executivas estadual e municipal. A formalização da discussão, no entanto, será feita na próxima semana através do registro do documento no diretório estadual do partido.

Motivos

Monteiro garante que as primeiras discussões sobre o assunto foram iniciadas na semana passada. A proposta de protocolar o pedido de afastamento da presidente foi fortalecido ontem, no período da tarde, quando o Núcleo Opção PT teve dificuldades em registrar duas pré-candidaturas a vice-prefeito na sede do diretório.

Segundo Monteiro, os membros do núcleo foram impedidos pelos funcionários do gabinete do vereador José Carlos Batata, onde funciona informalmente a sede do diretório municipal, a registrar as candidaturas porque Estela Almagro não se encontrava na cidade naquele momento.

Por insistência, o grupo conseguiu protocolar apenas uma pré-candidatura, a de Maria Aparecida Godoy de Faria, diretora do SindSaúde. A pré-candidatura de Wanderlei José de Freitas, diretor do Sinergia, foi registrada no diretório estadual.

As duas pré-candidaturas são para vice-prefeito e em caso do PT aprovar a política de alianças em Bauru. O Núcleo Opção PT é aliancista e defende a coligação com o PSB, que tem Tuga Angerami como candidato à Prefeitura.

Monteiro acredita que o afastamento de Estela Almagro da presidência do diretório municipal do PT garantirá transparência ao processo eleitoral, promovendo o debate igualitário entre todas as correntes.

A reportagem tentou entrar em contato com Estela Almagro por telefone, mas não obteve sucesso. Até às 21h30 de ontem, o telefone celular da petista permanecia ocupado.

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