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Corrida eleitoral

Daniela Bochembuzo
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Candidatura de Estela emperra aliança

Texto: Daniela Bochembuzo

Para grupo majoritário petista, proposta de candidatura própria sai fortalecida após encontro realizado entre PT, PSB, PV, PMN e PC do B

A pré-candidatura de Estela Almagro à Prefeitura está emperrando as negociações do PT com a Aliança XXI, formada pelo PSB, PV, PC do B e PMN. O grupo majoritário, do qual Estela faz parte, não abre mão de tê-la como candidata a vice-prefeita na chapa de centro-esquerda. Já as outras correntes petistas, com exceção do 100% PT, defendem a aliança e propõem indicar pré-candidatos a vice na coligação. O racha petista, confirmado anteontem em reunião realizada entre os cinco partidos, dificulta os avanços em torno da coligação.

Essa divisão é confirmada nas entrelinhas do discurso do vereador José Carlos Batata, defensor da pré-candidatura de Estela. Para ele, não há avanços na discussão porque a Aliança XXI insiste em buscar coligação com o PSDB, partido que o vereador entende não fazer parte da frente de centro-esquerda.

"Com o PSDB, a aliança foge de sua proposta ideológica, fortalecendo no grupo majoritário a possibilidade de construção de candidatura própria. Na nossa opinião, temos chances de disputar a Prefeitura porque temos uma candidata forte, que é a Estela", afirma Batata.

Por essa razão, o vereador avaliou a reunião de anteontem como "não produtiva". A opinião de Batata difere da avaliação de Jesus Garcia, que considerou o encontro positivo. Para ele, as chances do PT fechar com a Aliança XXI, que tem Tuga Angerami como candidato a prefeito, são grandes, se não fosse por um fato: Estela Almagro.

"A posição intransigente de Estela Almagro em torno de sua candidatura está obstruindo todo o processo eleitoral do partido. Ela precisa entender que PT é maior que a vaidade. Não podemos ficar a reboque", dispara Jesus Garcia.

Para Batata, posições como a de Garcia demonstram um fato além das questões políticas, o machismo.

"A Estela é uma estrela em ascensão e isso incomoda lideranças masculinas, inclusive dentro do próprio PT. Isso foi mostrado de maneira clara na reunião de anteontem. Felizmente, em nosso grupo isso não acontece", disse.

Para Garcia, a posição de Batata desvirtua o debate político. "É preciso ficar claro que a condição em debate não é de gênero, mas política. Estamos tratando de experiência, representatividade, criatividade e compromisso", defende.

O embate interno no PT deve continuar acirrado até o próximo dia 30, quando o partido realiza seu pré-encontro municipal. No evento, os militantes deliberarão entre o lançamento da candidatura própria e

a coligação.

O resultado será discutido na prévia, marcada para 7 de maio. Na ocasião, os militantes debaterão sobre as pré-candidaturas (em caso de vencer a candidatura própria) ou as coligações (em caso da opção aliança ganhar). A prévia tem caráter deliberativo e definitivo.

O PT conta com dois pré-candidatos à Prefeitura, são Estela Almagro e Roque Ferreira. O Núcleo Opção PT registrou as pré-candidaturas de Maria Aparecida Godoy de Faria e Wanderlei José de Freitas.

No dia 14 de maio, as decisões da prévia serão ratificadas em encontro municipal. Tanto o pré-encontro quanto a prévia e o encontro são abertos à militância com poder de voto.

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