Geral

Campanha salarial

Daniela Bochembuzo
| Tempo de leitura: 2 min

SindSaúde propõe 67,8% de aumento

Texto: Daniela Bochembuzo

Tesoureira geral do sindicato foi até a Câmara pedir apoio dos vereadores bauruenses à campanha salarial dos servidores estaduais da saúde

A campanha salarial dos trabalhadores estaduais da saúde foi o tema do discurso de Maria Aparecida Faria, tesoureira geral do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde do Estado de São Paulo (SindSaúde), durante sessão da Câmara Municipal de anteontem.

Os servidores reivindicam 67,8% de aumento e piso de três salários mínimos. Atualmente, o piso salarial da saúde está fixado em R$ 270,00, um dos menores do funcionalismo público paulista.

Além da questão salarial, a pauta de reivindicações inclui a regulamentação da jornada semanal de 30 horas para os trabalhadores em setores administrativos e para os trabalhadores da carreira de apoio à pesquisa, distribuição igualitária do prêmio de incentivo e vale-refeição de R$ 8,40.

A Secretaria do Estado da Saúde recebeu a pauta de reivindicações no dia 21 de março, mas não houve manifestação oficial sobre o assunto. Por essa razão, o SindSaúde foi até a Câmara Municipal pedir aos vereadores que assinassem uma moção de apoio à campanha salarial da categoria.

"Não existirá um sistema de saúde qualificado enquanto os recursos humanos não foram dignamente remunerados e houver a qualificação desses profissionais", discursou Maria Aparecida.

Sem aumento real de salários há mais de cinco anos, muitos trabalhadores estão abandonando a saúde pública municipal, de acordo com o SindSaúde.

Durante seu discurso, Maria Aparecida divulgou alguns salários da categoria. Um auxiliar de serviço de saúde, por exemplo, ganha R$ 272,00, um motorista tem salário de R$ 331,00, o técnico de enfermagem tem rendimentos de $ 403,00, psicólogo e assistente social podem receber R$ 587, já o médico tem piso salarial fixado em R$ 937,00.

A sindicalista acredita que a luta dos servidores públicos da saúde é justa. "No Brasil, a saúde

é apenas prioridade para quem fica doente. Ao aumentar o salário da categoria, o governo promove uma melhoria na prestação de serviço", afirma.

A fala de Maria Aparecida Faria, que é pré-candidata do Núcleo Opção PT à vaga de vice-prefeita pelo partido, foi acompanhado por outros membros do SindSaúde e serviu de tema para discursos de vários vereadores, entre eles Majô Jandreice (PC do B), presidente do Conselho Municipal de Saúde.

Paulo Madureira (PPB) afirmou que irá assinar a moção de apoio à campanha salarial da categoria. "A Saúde vive hoje um estado gritante, deplorável. Isso mostra que o governo infelizmente não tem compromisso com o social", discursou.

Catarina Carvalho (PFL) disse que a reivindicação dos servidores da saúde é séria e merece apoio. "Muitos deles estão expostos a sérios riscos no ambiente de trabalho e não são assistidos por isso", argumentou.

Rino Biagio (PPB) e Erlon Junqueira (PDT) também confirmaram que irão assinar a moção de apoio à categoria. "Os servidores de saúde merecem todo o nosso respeito", concluiu Junqueira.

Comentários

Comentários