Quadrilha armada é presa em Jaú
Texto: Fábio Grellet
Cinco acusados por formação de quadrilha e porte ilegal de armas foram presos numa chácara entre Jaú e Dois Córregos
A Polícia Civil de Jaú prendeu ontem cinco membros de uma quadrilha que estava escondida na chácara 1 do condomínio Chácara Floresta, situado na rodovia Amauri Barroso de Souza (SP-304), entre Jaú e Dois Córregos. Um dos detidos, Antonio Nunes Caetano, 26 anos, conhecido como Toninho Sharp, é foragido da Penitenciária de Hortolândia, de onde foi resgatado por um grupo criminoso, no dia 9 de fevereiro
último. Ele é o único do grupo que tinha passagens pela polícia: já foi condenado por roubo a banco e tentativa de homicídio, da qual foi vítima um investigador de polícia. Os outros detidos são Leandro da Silva, 22 anos, Edson Ricardo Nogueira, conhecido como
"Toco", 25 anos, sua esposa Roberta Dias Nogueira, 21 anos, e Valdenice Benedita Valério, 28 anos. Com o grupo, foram apreendidos armamentos pesados, como dois fuzis, e vasta munição. Todos foram acusados por formação de quadrilha e porte ilegal de armas.
A polícia chegou até a quadrilha quando desenvolvia investigações em busca de Caetano, que estava foragido e era procurado em Piracicaba, município onde os cinco detidos moravam. Desde fevereiro, quando Caetano foi resgatado em Hortolândia, ele era procurado pela polícia, que há algumas semanas conseguiu informações de que o grupo ao qual o foragido pertencia estaria escondido nas imediações de Jaú. Ontem, por volta das 14h30, policiais civis de Piracicaba descobriram o local exato onde Caetano se abrigava - uma chácara entre Jaú e Dois Córregos. Com o auxílio da Polícia Civil de Jaú, por volta das 19h30 a casa onde Caetano se escondia foi invadida, mas ele não estava lá. Estavam, sim, Edson Ricardo Nogueira e sua esposa Roberta. No local, foram encontrados dois fuzis, de calibres 223 e 7,62, três revólveres de calibre 38 e um de calibre 22, 433 cápsulas intactas de vários calibres, um colete da Polícia Civil e outro da Polícia Federal, uma carteira funcional com emblema da Polícia Federal, diversos adesivos de empresas de segurança
(supostamente roubados durante ataques a carros-forte), três aparelhos de telefone celular e R$ 3.789 em dinheiro, que estava sob a posse de Roberta e provavelmente seja produto de crime.
Informados de que outros elementos do grupo estavam por chegar, os policiais, após prender Edson e Roberta, permaneceram em campana, preparados para deter os demais integrantes da quadrilha. Logo em seguida, chegaram Antonio, Leandro e Valdenice, usando um veículo Gol azul de placas CQZ-2957, de Piracicaba. Os três foram presos e o veículo, apreendido, juntamente com outro que já estava no local - um Kadett conversível de cor branca e placas BMI-7777, de São Paulo. A Polícia Civil de Jaú ainda não sabia, até a noite de ontem, se os veículos são produto de furto, mas de qualquer forma eles seriam apreendidos por estarem sendo usados para suposta atividade criminosa.
O delegado Roberval Fabbro, que atua em Itapuí e era responsável pelo plantão policial em Jaú, durante a noite de ontem, informou que o grupo deve ser transferido em breve (talvez ainda ontem) para São Paulo, porque há o receio de que Antonio seja alvo de nova tentativa de resgate, por eventuais comparsas.
O inquérito que vai apurar a atuação do grupo como quadrilha organizada para a prática de crimes deve tramitar na Delegacia Seccional de Jaú. Em Piracicaba, Antonio deve continuar respondendo por eventuais crimes que tenha cometido lá. Segundo Fabbro, a Polícia Civil vai investigar se o grupo já não praticou crimes na região de Jaú. Em razão dos armamentos e da suposta organização de que o grupo dispunha, uma das hipóteses é de que a quadrilha seja responsável pelo sequestro de três policiais em Barra Bonita, ocorrido no dia 2 de fevereiro deste ano.