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Vida nos bairros

Andréia Alevato
| Tempo de leitura: 3 min

Asfalto é prioridade

Texto: Andréia Alevato

A pavimentação de três quilômetros da avenida José Vicente Aiello é uma prioridade para os moradores da região das Chácaras Cardoso. Se asfaltada a partir do Cemitério Jardim do Ypê até a rodovia "João Batista Cabral Renó", a Bauru-Ipaussu, a avenida se tornaria mais um acesso para a cidade, principalmente para quem vem ou vai para Ourinhos ou cidades do Paraná, e diminuiria o movimento de veículos pesados, como caminhões carregados de grãos que vão para a Ceval (antiga Sambra), na região central de Bauru.

Além de pavimentação, a avenida também precisa ser alargada. Por ser estreita,

é difícil o trânsito de um caminhão e um veículo num mesmo espaço.

A avenida pertence ao Município, portanto,

é a Prefeitura que deve executar a obra de pavimentação e alargamento. Segundo a secretária municipal de Planejamento, Maria Helena Rigitano, a Pasta tem um projeto para asfaltar, duplicar e até construir um canteiro central na avenida José Vicente Aiello, só que a Prefeitura não tem recursos para executar a obra.

Nesse caso, a obra pode ser feita em parceria com o Estado, e para isso, o Governo Estadual precisa encaminhar uma autorização para o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), como foi feito para a construção do trevo na própria Bauru-Ipaussu e que dá acesso

às Chácaras Cardoso e ao mais novo bairro bauruense, o Lago Sul. Maria Helena afirmou que essa parceria já foi cogitada, mas não houve sucesso.

O diretor regional do DER/Bauru, Raul Cardoso, confirmou que essa parceria pode ser feita, mas que o governador Mário Covas teria que autorizar a execução da obra. Ele afirmou, ainda, que a avenida se tornaria uma estrada vicinal.

"Essa avenida se tornaria uma estrada vicinal de Bauru. Ela é necessária porque, principalmente, caminhões que vão para a antiga Sambra não passariam pela avenida Nações Unidas, seguindo pela Duque de Caxias para chegar até a fábrica. Eles entrariam direto pela José Vicente Aiello e sairiam direto lá (na Ceval). Mas, por enquanto, o governador (Mário Covas) não autorizou nenhuma obra", disse Cardoso.

Maria Helena acredita que, com o Residencial Lago Sul, o trânsito da região das Chácaras Cardoso aumentará ainda mais e, conseqüentemente, crescerá a necessidade de pavimentar a avenida.

"Pelo menos a pavimentação da avenida será uma necessidade, mas a Prefeitura não tem verbas para isso. E o alargamento da avenida depende de desapropriações e isso envolve mais custos. A Secretaria não dispõe de verbas para isso. Sabemos da necessidade e estamos tentando viabilizá-las", disse Maria Helena.

Por falta de asfalto na principal via do bairro, a maioria dos moradores das Chácaras Cardoso utiliza a rodovia para entrar ou sair do bairro.

"Essa avenida é perigosa, tanto pelo trânsito, que já concentra, como pela segurança. Muitas pessoas já foram assaltadas nela. Por isso eu prefiro utilizar a rodovia para entrar ou sair do bairro", disse a moradora Maria Isabel Pereira Gonçalves.

Os moradores fixos das Chácaras Cardoso querem que apenas a avenida José Vicente Aiello seja asfaltada. As demais ruas do bairro podem ficar sem a pavimentação. No máximo, segundo os moradores, as ruas devem ser "pavimentadas" com tijolão de concreto, uma espécie de paralelepípedo. Esse tijolão de concreto permite que as águas pluviais sejam absorvidas.

"O asfaltamento da avenida José Vicente Aiello será muito útil, principalmente para nós, que moramos no bairro. Já as outras ruas não precisam ser asfaltadas. No máximo, podem ser "pavimentadas" com aqueles tijolões de concreto, para não tirar muito a característica principal do nosso bairro", completou Cássio Rubens Gonçalves.

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