Moradores querem linha telefônica fixa
Texto: Andréia Alevato
A maioria dos moradores e proprietários de casas nas Chácaras Cardoso reivindica um objeto aparentemente simples e possível para muitas pessoas: a linha telefônica fixa.
O que parece muito simples, acabou se tornando num objeto de desejo dos moradores daquele bairro. Até o Cemitério Jardim do Ypê há linhas telefônicas fixas. Depois desse ponto, alguns moradores têm a linha fixa, mas a maioria, celular rural, que sempre recebe reclamações de seus usuários.
O morador Nilson Rosa Machado, mais conhecido como Gaúcho, contou que há alguns anos um grupo de moradores se reuniu e comprou, com recursos próprios, a extensão de rede telefônica até o bairro.
"Na época, pagamos muito caro para ter a linha telefônica fixa, mas nós compramos e pagamos por essa extensão", contou.
Depois disso, os moradores das Chácaras Cardoso doaram a rede para a Telesp (estatal vendida para a Telefonica) em troca de manutenção.
"Até hoje, quem quer ter telefone precisa recorrer à telefonia celular, porque não são vendidas novas linhas", completou Gaúcho.
Os moradores fizeram, em 1997, um abaixo-assinado visando conseguir a venda de novas linhas fixas, mas não tiveram sucesso.
O bairro possui coleta de lixo em três dias da semana, serviço de correio e outros serviços básicos.
"Nosso bairro é de perímetro urbano, tanto que temos coleta de lixo, serviço dos Correios e tudo mais, mas não temos telefone fixo. Essa é nossa necessidade prioritária, junto com o asfalto da avenida José Vicente Aiello", disse Neide Carolina Marques.
Guias, sarjetas e escoamento para águas pluviais são outras reivindicações dos moradores. Rodinei Porta afirmou que as guias e sarjetas são importantes para que veículos não invadam as calçadas e ressaltou que o asfalto só é necessário na principal via do bairro.
"Com as guias e sarjetas, as calçadas serão mantidas em ordem e não se corre o risco de carros desviarem de algum obstáculo ou buraco, passando por cima das calçadas", disse Porta.
A lagoa é um outro problema enfrentado pelos moradores. Ela fica em uma área de conservação ambiental, pertencente à Prefeitura. Principalmente durante as épocas mais quentes do ano, o local é freqüentado por pescadores, crianças e banhistas. A reclamação dos moradores é que a lagoa está sendo assoreada e suja, porque os freqüentadores jogam lixo (plástico, papel, entre outras coisas) tanto dentro como fora dela. Além disso, os moradores temem que haja afogamento na lagoa, que é muito freqüentada por crianças.
"A outra lagoa foi esgotada. Queríamos que ela fosse reativada e que essa recebesse cuidados. Queremos
árvores em volta dessa área e que seja mais segura, cercada, para evitar um acidente", disse Cássio Rubens Gonçalves.
A iluminação pública também pede melhorias. Alguns pontos são completamente escuros.
"Quando queima uma lâmpada aqui no nosso bairro, fica meses sem luz ali porque a lâmpada não é trocada. Acho que somos um tanto esquecidos nesse aspecto também", disse a moradora Nadia Vilela Machado.
O mato alto em áreas públicas, principalmente nas praças do bairro, também é alvo de reclamação. Linhas de ônibus também são reivindicadas.
"Precisamos de uma linha de ônibus que venha pelo menos duas vezes por dia ao bairro, porque facilita quando contratamos uma faxineira ou empregada doméstica", completou Nádia.