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Meio ambiente

Por Ieda Rodrigues | Fábio Grellet
| Tempo de leitura: 3 min

Grupo se une pela recuperação do ribeirão Grande

Texto: Ieda Rodrigues / Fábio Grellet

Polícia Florestal, proprietários rurais e entidades se reúnem para recuperar qualidade da água e margens do ribeirão

Proprietários rurais de Bauru estão se unindo e, com o apoio da Polícia Florestal e de outras entidades que atuam na área do meio ambiente, pretendem recuperar o ribeirão Grande, que passa próximo ao Vale do Igapó, às margens da rodovia Bauru-Jaú. O ribeirão nasce no município de Agudos, atravessa a floresta de pinus existente na área próxima à Duratex e passa pelo município de Bauru, cortando as fazendas dos proprietários rurais que estão envolvidos na iniciativa. Seguindo em direção ao município de Pederneiras, o ribeirão Grande se encontra com o ribeirão do Campo Novo (este, que atravessa o Vale do Igapó) e, juntos, desaguam no ribeirão Bauru, já em área pertencente a Pederneiras.

Segundo Laertel Fernandes Fassoni, proprietário de uma das fazendas banhadas pelo ribeirão Grande, há tempos as pessoas que observam o ribeirão constantemente notam que suas águas se tornam cada vez mais turvas, além de exalar mau cheiro. Por isso, alguns proprietários das terras ribeirinhas se uniram para organizar a limpeza do ribeirão. Cinco deles se reuniram, na última sexta-feira, para discutir a melhor forma de recuperar o ribeirão Grande. Participaram da reunião, também, o capitão Daniel Cinto, comandante da Polícia Florestal em Bauru, e o diretor do Zoológico Municipal, Luiz Pires. Eles percorreram um trecho do ribeirão, na altura do Vale do Igapó, onde suas

águas, conforme Daniel Cinto, são bastante usadas por moradores de Bauru e Pederneiras para atividades de pesca e lazer.

Os proprietários rurais também estão preocupados com os trechos de margens que já não dispõem de mata ciliar. Para recompor a vegetação nativa destes trechos, os proprietários rurais e a Polícia Florestal pretendem dispor dos serviços da Aciflora, entidade que trabalha com reflorestamento.

De acordo com o comandante da Polícia Florestal, apesar do ribeirão Grande não estar poluído, há suspeita de que um porto de areia esteja causando dano ao manancial.

Também há informações de que está sendo lançado esgoto no ribeirão. Na reunião de sexta-feira, ficou acertado que policiais florestais vão fazer patrulhas ao longo do ribeirão, para tentar identificar possíveis fontes poluidoras. À Cetesb, será solicitado que faça uma análise da água, para verificar o nível de poluição que incide sobre ela.

A Polícia Florestal, de acordo com Cinto, vai fazer uma trabalho de educação ambiental junto às pessoas que utilizam o rio para pescaria ou lazer. O capitão contou que há papel, plástico, garrafas plásticas e latas de alumínio vazias lançadas às margens do rio. Segundo o comandante da Polícia Florestal em Bauru, os proprietários rurais se dispuseram a coletar o lixo espalhado pelas margens do rio e distribuir, ao longo delas, placas educativas e tambores que serão usados como depósitos de lixo.

O capitão Daniel considera que será fácil recuperar a qualidade da água do ribeirão Grande, porque as medidas estão sendo tomadas no momento certo, aos primeiros sinais de poluição. Ele acredita que, no futuro, o ribeirão Grande pode se tornar uma fonte de

água límpida para a cidade de Bauru, junto com o rio Bauru e o córrego Água Parada.

Laertel Fassoni explicou que a reunião ocorrida na última sexta-feira serviu para definir as diretrizes da campanha através da qual se pretende despoluir o ribeirão Grande. Para os próximos encontros, devem ser convidados a participar, também, representantes das prefeituras de Pederneiras e Agudos, do Fórum Pró-Batalha, do Ibama e de outras entidades ligadas às atividades de preservação do meio-ambiente, além de outros proprietários rurais que mantenham áreas às margens do ribeirão. Tanto a Prefeitura de Pederneiras como o Ibama e o Fórum Pró-Batalha foram convidados a participar da reunião ocorrida na última sexta-feira, mas não enviaram representantes.

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