Entrelinha
Direito autoral
Depois de reclamar de buracos, capinação de terreno e bifurcações, Rubens Saraiva, presidente da Associação de Moradores do Jd. Brasil e Jd. Panorama, aproveitou a tribuna da Câmara, ontem, para elogiar Catarina Carvalho (PFL). Segundo Saraiva, o empenho da vereadora foi primordial para a construção do banheiro da Praça da Paz.
O banheiro é meu!
O banheiro, aliás, foi um dos temas do discurso da vereadora. Catarina garantiu que sempre lutou pela construção dele e até exibiu um vídeo para comprovar sua história. No final, emendou: "Não gosto quando as pessoas tentam tirar de mim um patrimônio pessoal". Na semana passada, moradores dos bairros disseram que a autoria era de Dorival Ossuna, não da vereadora.
Sobrestamentos
Dos quatro processos incluídos na pauta para primeira discussão da sessão da Câmara de ontem, três foram logo sobrestados. O mais polêmico, sobrestado por cinco sessões, refere-se às atividades de ambulantes. Os outros dois são sobre a regulamentação de boates, que poderá ser votado em uma semana, e sobre o limite de endividamento da Prefeitura, que volta para a pauta em duas semanas.
Rodinhas
A cerca de um mês das datas das convenções oficiais, os partidos vêm afinando suas conversas. A prova disso é o aumento do número de rodinhas na Câmara Municipal. Na sessão de ontem, a mais notória envolvia vereadores do PSDB, PDT e PTB, que se revezavam nas conversações. A pauta de discussão, invariavelmente, incluía apenas um tema: coligação nas majoritárias.
Lombadas I
Para não deixar a sessão ainda mais sonolenta, os edis aproveitaram o início de operação das lombadas eletrônicas para criticar o prefeito. João Parreira (PDT) garantiu que o projeto é ilegal e que irá provar por meio de emenda ao projeto que legisla sobre o assunto. No final, disparou: "Lembrem-se que essas multas estão sendo aplicadas por Nilson Costa. Não se esqueçam desse nome no dia 1 de outubro".
O ódio e o ateu
Colega de partido de Parreira, Luiz Carlos Valle também falou sobre as lombadas em seu discurso. Criticou a velocidade permitida na Duque de Caxias (40 Km/h). "Me parece que Nilson está querendo imprimir seu ritmo à cidade", ironizou. Lucrécio Jacques (PPB) avaliou a crítica como raivosa. "Nunca vi um pastor com tanto ódio. Por isso, prefiro continuar ateu", concluiu.
Saco de pancadas
Em meio a discursos furiosos, o microfone da tribuna da Câmara
é quem mais sofre. Na sessão de ontem, o microfone serviu de saco de pancadas para Luiz Carlos Valle (PDT) e Rubens Spíndola (PSDB), que 'desferiram' golpes contra ele. O equipamento também foi vítima de outro ataque, desta vez via ondas sonoras: por mais de uma vez, Spíndola disse
"questã". A palavra "questão" não compreende feminino.