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Márcia Buzalaf
| Tempo de leitura: 3 min

Sindicato une insatisfeitos com CPFL

Texto: Márcia Buzalaf

Sindicato organiza ato contra aumento da tarifa, fim da baixa renda e fechamento do atendimento da CPFL; objetivo é reunir 5 mil assinaturas para criar comissão

Uma manifestação que começou no último sábado deve reunir consumidores insatisfeitos com o fechamento do atendimento da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), com o fim da tarifa social e com os reajustes tarifários ocorridos recentemente. O ato termina na próxima quinta-feira,

às 18 horas, na frente da empresa.

A organização foi feita pelo Sindicato dos Eletricitários em Campinas, com subsede em Bauru, tem como objetivo mostrar a insatisfação dos consumidores e recolher 5 mil assinaturas para a criação de um conselho municipal de energia elétrica.

Movidos a um carro de som, o sindicato está percorrendo os bairros da cidade para recolher assinaturas para apresentar

à Câmara Municipal de Bauru um projeto de iniciativa popular para a abertura de um conselho municipal que acompanhe os maiores problemas do serviço público. Isso porque o atendimento na CPFL em Bauru será cortado no próximo dia 13, quando todos os consumidores terão que ligar para Campinas (no 0800-1010) para reclamar de problemas ou adquirir informações.

Jesus Francisco Garcia, 44 anos, diretor do sindicato, afirma que a insatisfação popular é muito grande, principalmente no bairros em que o carro de som está percorrendo. No sábado, a viatura ficou parada no Calçadão e depois foi para o Mary Dota; no domingo foi a vez do Jardim Redentor; e ontem, a manifestação ficou parada em frente da porta da empresa.

De hoje até quinta-feira, o sindicato vai colher as assinaturas na frente da CPFL. Até o começo da tarde de ontem, Garcia contava 1,2 mil nomes favoráveis à criação de uma comissão municipal de energia elétrica.

O problema da comissão vem sendo abordado desde que houve a privatização na distribuição de energia elétrica, mas nenhum tipo de projeto foi aprovado neste sentido. Garcia afirma que nem Prefeitura nem Câmara Municipal se manifestaram em favor da criação do conselho municipal de energia elétrica, que seria responsável pelo acompanhamento da prestação do serviço público na cidade.

Na opinião do secretário de negócios jurídicos da prefeitura, Luiz Pegoraro, 63 anos, o governo municipal não teve interesse no assunto porque uma comissão nesta área poderia fazer muito pouco pela população. Segundo Pegoraro, há um órgão federal - a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) - e um estadual - a Comissão de Serviços Públicos de Energia

(CSPE) responsáveis diretas pela fiscalização do setor.

Alerta em favor dos funcionários

Jesus Francisco Garcia, 44 anos, diretor do Sindicato dos Eletricitários em Campinas, com subsede em Bauru, afirma que o relacionamento entre a empresa e os consumidores está ficando tão complicada que afeta inclusive o relacionamento direto com os funcionários.

Neste sentido, o sindicato está pedindo à população que entenda que o funcionário da CPFL que vai fazer o corte de energia elétrica está apenas cumprindo ordens da empresa.

Para quem reclamar

Se você tem problemas com as empresas distribuidoras de energia elétrica, deve reclamar para a Comissão de Serviços Públicos de Energia (CSPE), que fica em SP. A ligação é gratuita: 0800-55 5591. Veja os direitos dos consumidores orientados pela CSPE:

- a empresa tem que ressarcir todos os usuários por prejuízos causados em decorrência de problemas no fornecimento de energia (por exemplo, quando um aparelho queima por problemas ocasionados pela empresa);

- o consumidor tem que ter seis opções de data para o pagamento da conta de energia elétrica;

- o corte no fornecimento de energia só pode ser feito depois de um aviso dado com 15 dias de antecedência;

- depois de resolvidos os problemas que ocasionaram o corte de energia, a empresa tem até 24 horas para restabelecer o serviço;

- a multa por atraso de pagamento só pode ser de, no máximo, 2% sobre o valor;

- se o usuário não concordar com o valor da conta, ele pode solicitar à empresa a verificação da leitura e aferição do medidor.

Fonte: CSPE

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