Saúde do Estado decide entrar em greve
Texto: Paulo Toledo
Os trabalhadores da rede pública da Saúde decidiram, ontem, em São Paulo, entrar em greve, por tempo indeterminado, em razão do insucesso das negociações realizada, com o Governo do Estado, com vistas à campanha salarial. Maria Aparecida Faria, tesoureira geral do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo
(SindSaúde), afirmou que a categoria não aceitou o posicionamento do governo de postergar a decisão. Ontem, já houve paralisações em Bauru.
A reunião realizada, ontem, no Palácio dos Bandeirantes, entre o representante do governo, Antonio Angarita, e do SindSaúde resultou somente na marcação de uma outra rodada de negociações no dia 17, na qual o governo se propõe a apresentar um estudo do impacto financeiro da pauta de reivindicações no Orçamento do Estado. O deputado estadual Pedro Tobias
(PDT), presidente da comissão de Saúde da Assembléia Legislativa, acompanhou as negociações, assim como Jamil Murad, líder do PT na Assembléia, e Roberto Gouveia, pela Secretaria de Estadual.
Os trabalhadores da Saúde fizeram um ato unificado com outras categorias como os trabalhadores das universidades, Apeoesp, trabalhadores federais, Ipem, metroviários, condutores, dentre outros. Bauru estaria contando com representantes das unidades básicas de Saúde e Instituto Lauro de Souza Lima.
Na cidade, a decisão sobre a adesão à greve será discutida hoje, uma vez que a paralisação de ontem, em vários locais, era apenas por um dia. Porém, acredita Maria Faria, a tendência é de que haja uma grande adesão ao movimento, em razão das condições que os trabalhadores vêm enfrentando, nos últimos anos. O movimento deve atingir Unidades Básicas de Saúde, Ambulatório de Especialidades, Ambulatório de Saúde Mental, Adolpho Lutz e Sucen.
O comando de greve se reúne hoje, às 8 horas, no Centro Sindical para organizar as atividades.
As principais reivindicações da categoria são: aumento salarial de 67,8%; piso de três salários mínimos; regulamentação da jornada semanal de 30 horas para os administrativos e carreira de apoio à pesquisa; distribuição igualitária do prêmio de incentivo para todos os trabalhadores; e vale-refeição de R$ 8,40.
(*) Colaborou Adriana Rota