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Embalagens

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 3 min

Geladeira não deve ser 'ponto de encontro'

Texto: Sabrina Magalhães

Frutas, legumes e verduras também devem ser armazenados com cuidado, de preferência em sacos plásticos bem fechados

Dentro de casa, um dos principais focos de contaminação de alimentos pode ser a geladeira. Na opinião da nutricionista Adriana Godoy, é preciso adotar uma série de cuidados para impedir que haja a chamada contaminação cruzada: quando um alimento em estado de deterioração "transmite" microorganismos para outro.

Neste sentido, um dos principais cuidados que se deve ter é lavar os alimentos antes de guardá-los na geladeira, eliminando-se, pelo menos, os resíduos de poeira. Isso é fácil quando se fala em latas, garrafas e vidros, mas torna-se complicado no caso das verduras, que têm seu tempo de duração diminuído quando são lavadas. O mesmo pode ser dito de algumas frutas, como a banana, que não precisa ser lavada.

"Nestes casos, nós recomendamos que tudo o que vá para a geladeira sem lavar, seja colocado em saquinhos plásticos, separando um alimento do outro e mantendo os saquinhos muito bem fechados." Assim, se a cenoura entrar em estado de deterioração, o germe responsável não vai contaminar a alface, por exemplo.

Para os alimentos prontos, a recomendação é de que sejam colocados na geladeira em vasilhas bem tampadas ou cobertas por PVC. Além de evitar a contaminação cruzada, esses cuidados ainda impedem que haja troca de odores entre os alimentos.

Na rua

Manter cuidados de higiene com produtos alimentícios dentro de casa é razoavelmente fácil. O mesmo não se pode dizer das lanchonetes, bares e restaurantes, onde nem sempre o consumidor pode lavar sua lata de refrigerantes antes de beber. Para a nutricionista, nestes ambientes, o melhor é usar canudinhos descartáveis, para evitar o contato de latas e garrafas diretamente com a boca.

Questionada a respeito dos riscos que se corre com esses canudinhos, já que eles geralmente ficam armazenados em suportes abertos e insetos podem passar por eles, a especialista argumentou que, havendo desconfiança, então, o melhor é procurar outro estabelecimento. "Você tem que atentar para o estado geral do lugar, como isso está armazenado, se, no caso dos copos descartáveis, existe o suporte. Porque, vamos supor que uma pessoa pegue um copo na sua frente e, para isso, coloque a mão nos outros copos, ele já contaminou. Tudo isso tem que ser observado. Então, se houver a possibilidade de ter passado algum bicho ou de alguma outra contaminação,

é melhor você ir para um lugar que lhe dê segurança."

Desinsetização

Uma orientação dada por todos os especialistas ouvidos pela reportagem é observar se há, no estabelecimento, o selo de dedetização e desratização, que garantiria uma boa segurança ao consumidor. Nestes selos (que têm que estar em locais visíveis), deve estar marcado, além das informações sobre o estabelecimento, o nome, alvará e número de processo da empresa que executou o serviço. Além disso, estará marcado o nome do produto usado, a quantidade aplicada por área

(metro quadrado) e o antídoto, para o caso de acidentes. Além disso, o selo indica a data em que o produto foi aplicado e a validade deste, que pode e deve ser "fiscalizada" pelo consumidor.

Alterações organolépticas

Tanto na hora da aquisição, como na hora de usar os produtos envasados, é preciso verificar sua validade e se estão registrados no Ministério da Saúde. E mesmo se estiver tudo certo, deve-se observar se não há alterações na cor, odor ou textura dos alimentos. Estas alterações, bem como o estufamento de embalagens, ferrugem, etc., podem ser indicativos de erros no processamento térmico, presença de oxigênio nas embalagens, estocagem inadequada ou oxidação, indicando que eles estão em estado de deterioração. A nutricionista Adriana Godoy aponta algumas das alterações mais comuns e seus agentes responsáveis:

Alterações

Formação de ácidos

Aroma e sabor desagradáveis

Formação de gases

Aumento da viscosidade

Agentes responsáveis

Streptococcus

Lactobacillus

Colibacilos

Micrococus

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