Tucanos pedem diálogo com professores
Texto: Nélson Gonçalves
Os três vereadores do partido em Bauru enviaram ofício ao presidente estadual do PSDB, deputado Edson Aparecido dos Santos
Os vereadores do PSDB de Bauru enviaram ofício ao presidente estadual da legenda, deputado Edson Aparecido dos Santos, solicitando que este interceda junto ao Governo do Estado para a abertura de diálogo visando o fim da greve na educação. A movimentação dos tucanos em nível local vem depois que representantes do magistério realizaram manifestação em frente ao prédio da Câmara Municipal, na última segunda-feira.
O documento é assinado pelos vereadores Antonio Carlos Garmes, Edmundo Albuquerque dos Santos Neto e Rubens Spíndola. No ofício, os parlamentares lembram que a greve dos profissionais do magistério do Estado de São Paulo, há mais de uma semana, não interessa a ninguém. "Os grevistas alegam que o movimento visa a defesa da educação e resulta da recusa por parte da Secretaria Estadual de Educação de apresentar qualquer contra-proposta às suas reivindicações".
No documento, os vereadores historiam que "dentre às reivindicações, sobressaem o piso salarial de cinco salários mínimos, que resulta em 54,71% de reajuste salarial, a melhoria das condições de trabalho e de ensino-aprendizagem para os alunos e valorização do profissional da educação como forma também de valorizar o ensino público". Os vereadores lembram que "vivendo em um Estado Democrático de Direito, pensamos que o diálogo entre os governantes e servidores públicos deve existir sempre, como forma de entendimento entre esses segmentos, especialmente porque na sua falta, os administrados, interessados no serviço público de fundamental importância como o é a Educação, são prejudicados".
Para os vereadores, a falta de diálogo, associada a continuidade da greve, prorroga a definição do entendimento,
"transformando-se em campo fértil para os demagogos de primeira hora agirem e para os pescadores de águas turvas, o que não é salutar aos direitos dos cidadãos". O pedido é de atuação firme do deputado estadual, presidente do PSDB em São Paulo, Edson Aparecido dos Santos, para que atue para a abertura do canal de negociação entre a categoria e o Governo. O mesmo ofício foi encaminhado ao deputado estadual Pedro Tobias (PDT).
Apesar do ofício se referir especificamente à greve dos profissionais do magistério, também estão com as atividades paralisadas as três universidades públicas paulistas (Unesp, USP e Unicamp). Funcionários e professores da Unesp pedem 25% de reajuste, mais 7% no segundo semestre. Já os profissionais da saúde reivindicam aumento salarial de 67,8%; piso de três salários mínimos; regulamentação da jornada semanal de 30 horas para os administrativos e carreira de apoio à pesquisa; distribuição igualitária do prêmio de incentivo para todos os trabalhadores; e vale-refeição de R$ 8,40.