Equipamento obsoleto prejudica atendimento odontológico no PS
O atendimento odontológico do Pronto-Socorro Central está comprometido desde o final da semana passada pela falta de um compressor. O que estava sendo utilizado até então foi condenado por um engenheiro especializado na área, porque oferecia risco de explosão.
De acordo com a diretora do Departamento de Urgência e Emergência do PS, Marília Simões Garcia, o atendimento não foi totalmente paralisado, mas os pacientes que dependem do uso desse equipamento têm de ser encaminhados (de ambulância) para o PS da Vila Ipiranga. O problema é que à noite e nos finais de semana ele permanece fechado.
Por isso, Marília apela para a ajuda da iniciativa privada na compra ou no empréstimo de um compressor em condições de uso. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) abriu processo de licitação que, de acordo com a titular da pasta, Eliane Fetter Telles Nunes, pode demorar de 15 a 60 dias para ser concluído. Esse tempo é considerado excessivo por Marília.
O compressor que estava sendo utilizado tinha dez anos de uso, embora sua vida útil seja de cinco anos, segundo a diretora do Departamento. Um engenheiro especializado emitiu um parecer técnico no qual recomendava a paralisação no uso, que poderia resultar numa sobrecarga seguida de explosão.
A secretária da Saúde, indagada sobre a situação da equipagem dos pronto-socorros em geral, afirmou que a situação
é realmente crítica. Tanto que foi feito um pedido de diversos equipamentos ao Governo Estadual, através da Direção Regional de Saúde de Bauru (DIR-10). A resposta deve sair na próxima sexta-feira. (AR)