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Paulo Toledo
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PM recebe autorização para usar logotipo do YCWA

Texto: Paulo Toledo

O "Youth Crime Watch of America (YCWA)" autorizou, recentemente, a Polícia Militar do Estado de São Paulo, em especial

às unidades da região de Bauru, a utilizar seu logotipo

(um jovem com cabeça de gato) que caracteriza todo o trabalho nos Estados Unidos, com as devidas alterações, para o seu braço brasileiro, o Jovens Contra o Crime (JCC), que é desenvolvido, com sucesso, pelo 4.º Batalhão da Polícia Militar (BPM-I), sob o comando do tenente-coronel Antonio Sérgio Marsola.

A iniciativa de melhor consolidar o YCWA no Brasil partiu do seu atual presidente, Gerald Rudoff, oficial do Departamento de Polícia do Condado de Miami-Dade. Rudoff já visitou o Brasil por três vezes na condição de especialista em Polícia Comunitária.

Terence W. Modglin, diretor executivo do YCWA - que também já esteve no Brasil durante a Conferência sobre Direitos Humanos e Polícia Comunitária, em novembro -, disse ao Jornal da Cidade, em Miami, no Estado norte-americano da Flórida, que vem acompanhando o bom desenvolvimento do JCC na região de Bauru e que a fórmula vitoriosa aplicada nos Estados Unidos também promete ser eficaz no Estado de São Paulo.

O sentimento de Modglin parece estar certo, uma vez que os resultados obtidos até agora já foram apresentados para o alto comando da Polícia Militar, obtendo apoio para sua continuidade. Por outro lado, na próxima semana, cerca de 25 capitães das Polícias Militares de São Paulo e outros Estados vão estar em Bauru para conhecer a estrutura da PM local, durante a realização do Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais (CAO). Um dos pontos altos desse curso, de alto nível, será a apresentação do programa Jovens Contra o Crime.

Atualmente, oito escolas de Bauru estão envolvidas no JCC, assim como duas de Pirajuí, cidade na qual o programa foi fator decisivo para melhora de um relacionamento difícil entre os alunos dessa duas unidades, e mais uma em Reginópolis. Cerca de 2 mil jovens alunos de Ilha Solteira devem receber o treinamento do JCC, no início do segundo semestre.

Modglin destaca que o programa é importante para a comunidade

à medida em que reduz, a níveis baixíssimos, a violência entre os jovens e os afastas das ações criminosas e das drogas. "Eles vão crescer mais sadios", afirmou.

Os progressos nesta parceria, em especial a boa-vontade da direção do YCWA na criação do JCC, são positivos. O tenente Jorge Duarte Miguel, da PM de Bauru, por exemplo, foi quem recebeu em nome do tenente-coronel Antônio Sérgio Marsola e do capitão Manoel Messias de Mello a carta de autorização do uso do logotipo, em recente viagem a Miami. O programa

O programa YCWA foi criado no final da década de 70, no Sul da Flórida, por pessoas que buscavam uma fórmula eficaz para reduzir a criminalidade e, ao mesmo tempo, motivar e educar os que eram afetados por ela, oferecendo ferramentas para combater os problemas que conheciam bem. Modglin destaca que o programa ajudou as pessoas a entender que essa era uma causa comum à comunidade e que era necessário combater o problema para se ter uma sociedade melhor.

De acordo com o diretor-executivo do YCWA, a filosofia do programa

"capturou mentes e corações de milhares de jovens de todo o Estado da Flórida". Atualmente, o YCWA já está em 17 Estados norte-americanos e, em breve, deverá chegar a 25. Porém, a meta é estar em 50 Estado e territórios em três anos.

Modglin diz, com orgulho, que os presidente Ronald Reagan e Bill Clinton reconheceram a importância do YCWA. Para se ter uma idéia da seriedade do programa, neste ano, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos está disponibilizando US$ 1 milhão, enquanto o Departamento Federal de Educação mais US$ 500 mil para a ampliação do programa por todo aquele país. "É o reconhecimento da importância do trabalho que podemos fazer, desenvolvendo escolas mais seguras. Isso vai agilizar a propagação da mensagem do YCWA", afirmou.

Modglin afirma que os jovens e suas famílias podem colaborar para o fim da criminalidade. Para ele, o trabalho desenvolvido nas escolas deve ser valorizado pela comunidade, como forma de se obter um futuro melhor para a sociedade. "Isso também pode ser feito no Brasil, mais especialmente no Estado de São Paulo, onde um bom trabalho vem sendo desenvolvido pela Polícia Militar, que está criando um grande relacionamento com os jovens", afirmou Modglin.

O 4.º BPM-I vem desenvolvendo o JCC na mesma linha do YCWA, com algumas pequenas adaptações regionais de acordo com a realidade dos jovens brasileiros. Modglin diz que isso é possível porque os problemas com violência e drogas são semelhantes tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil e seu combate é de fundamental importância.

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