Grevistas da educação fazem ato de protesto
Texto: Ieda Rodrigues
Professores, diretores e funcionários da rede estadual de ensino, professores e servidores da Unesp e funcionários da saúde, em greve por reajuste salarial, fizeram, ontem
à tarde, um ato de protesto, com caminhão de som, em frente à Câmara Municipal. Depois, seguiram em passeata pela avenida Rodrigues Alves, que teve uma pista temporariamente interditada, até a rua Gustavo Maciel, e retornaram para a Câmara.
O diretor e coordenador da subsede Bauru da Apeoesp, Duílio Duka de Souza, disse que o ato foi uma forma de protestar contra a ação da Polícia Militar no confronto com grevistas em São Paulo, na última quinta-feira, e contra a posição do Governo do Estado com relação aos grevista que, para o sindicalista, está colocando em risco a liberdade e democracia.
Cerca de 500 pessoas, pelos cálculos da Apeoesp, e 200 pelos da PM, participaram do ato ontem em Bauru. Duílio Duka disse que, mais do que nunca, a greve do funcionalismo público por reajuste salarial segue unificada. Para a Apeoesp, 90% dos professores de Bauru e região estão parados. Já a Diretoria de Ensino de Bauru informa que a porcentagem de professores, diretores e funcionários que estão em greve não chega a 80%.
A greve dos profissionais do Magistério começou no último dia 4. Eles reivindicam 54% de reajuste. Amanhã os professores fazem assembléia regional, às 16 horas, na Praça Rui Barbosa. Na quinta-feira será realizada assembléia estadual, em São Paulo. A Apeoesp orienta aos interessados em ir a São Paulo a reservar lugar no ônibus ligando para o sindicato.
Os professores, funcionários e alunos do câmpus de Bauru da Unesp fizeram mais uma assembléia ontem à tarde e rejeitaram a contraproposta apresentada pelos sindicatos de professores e funcionários (Fórum das Seis) em São Paulo, de aceitar reposição salarial de 12,5% agora, aplicados sobre os 7% já repassados, para pagamento a partir de junho.
A proposta foi feita, na semana passada, pelo Conselho de Reitores
(Cruesp) - que reúne Unesp, Unicamp e USP. A maioria dos grevistas votou pela manutenção da pauta de reivindicações anterior: 25% de reajuste já e 7% a partir de agosto. A greve na Unesp foi deflagrada no dia 26 de abril. A próxima assembléia será amanhã, às 9 horas.