Geral

Greve

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Diretoria de Ensino e Apeoesp divergem sobre números da greve

Texto: Ieda Rodrigues

Os supervisores de ensino de Bauru e região que estavam em greve retornaram ao trabalho ontem, segundo a dirigente regional de ensino, Edinéa Sita Cucci. Ela afirmou que a adesão

à greve está caindo e ontem era de apenas 31% em Bauru, informação contestada pela Apeoesp, que garante que mais profissionais do magistério estão aderindo ao movimento, que chegaria a 95% na cidade.

Ontem à tarde, profissionais da educação e da saúde fizeram uma assembléia na Praça Rui Barbosa e decidiram pela continuidade da greve. Hoje, quatro

ônibus fretados pela Apeoesp partem de Bauru com destino a São Paulo, onde será realizado um ato em frente ao Palácio dos Bandeirantes, segundo informou Suzi da Silva, conselheira do sindicato.

Os professores da rede estadual deflagraram a greve no dia 4 de maio e reivindicam 54% de reajuste. A dirigente de ensino de Bauru fez reunião, ontem, com os supervisores de ensino e já começam a estudar a reposição das aulas. Se a greve acabasse hoje, o recesso de julho já estaria comprometido com as reposições de aulas.

Os professores, funcionários e alunos da Unesp de Bauru também fizeram assembléia ontem. Eles reafirmaram a posição contrária à contraproposta de reajuste de 20% apresentada pelo Fórum das Seis (sindicatos da Unesp, USP e Unicamp). O câmpus de Bauru mantém a reivindicação de 25% já e mais 7% no segundo semestre.

Entretanto, segundo informativo do Comando de Greve da Unesp de Bauru, vários outros câmpus da Unesp, da USP e Unicamp aprovaram a proposta de reajuste de 20%. Na última reunião do Fórum das Seis com o Cruesp (conselho dos reitores da Unesp, USP e Unicamp), na terça-feira, as partes não chegaram a nenhuma conclusão.

O Cruesp, no entanto, estabeleceu oito princípios para que a negociação continue. São eles: manutenção da isonomia USP/Unesp/Unicamp conforme praticada até agora; obediência às diretrizes orçamentárias aprovadas pelas conselhos universitários; cumprimento das obrigações previdenciárias e judiciais; criação de comissão conjunta para acompanhar a arrecadação do ICMS e sua destinação; aplicação majoritária das diferenças de arrecadação para salários; recomposição salarial ao longo do período maio de 2000 a abril de 2001, com fundamento na arrecadação realizada; política de contratação de servidores docentes e técnico-administrativos para preenchimento de vagas; as reuniões, como parte do processo de negociação, têm o objetivo de analisar informações para criar alternativas e avançar a negociação e, dessa forma, é essencial que o grupo seja limitado a seis representantes das Reitorias e do Fórum das Seis.

Comentários

Comentários