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Erika de Lima
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Extensão da Nuno é paralisada, porque terreno não foi desapropriado

Texto: Erika de Lima

As obras de extensão e interligação que começaram na última segunda-feira, no trecho da avenida Nuno de Assis, entre a alameda dos Heliotrópos, no Parque Vista Alegre, e o trevo da Rodovia Marechal Rondon, acesso à Vila Santa Luzia, tiveram que ser interrompidas. O motivo é que os proprietários do trecho que começa na quadra 19 e vai até o trevo do Departamento de Estradas e Rodagens

(DER) não receberam pela desapropriação.

Para proteger os mais de 160 metros de extensão de gleba, seus donos colocaram uma cerca na quadra 19, no trecho da duplicação da avenida, para impedir que as máquinas começassem a execução da obra.

Segundo o advogado e membro da família Marcelo Rodrigues Madureira, ele mesmo pediu para que fosse interditado o local porque a Prefeitura não havia negociado com eles. "Nós estamos dispostos a negociar. Apenas pedimos para tirar as máquinas do local para que pudéssemos conversar com a Prefeitura e enquanto isso ficaremos aguardando", relata.

Um dos proprietários, o caçula da família, Augusto Rodrigues Madureira, confirma que ninguém se opõe ao projeto, mas exige que seja pago o devido valor pelo terreno.

"Não podemos doar parte de nossas glebas porque também temos que nos sustentar", afirma.

Rodrigues Madureira conta que a família é proprietária da gleba dos dois lados da avenida Nuno de Assis desde 1896, quando seu pai comprou a terra naquela região.

A Secretaria de Planejamento (Seplan) irá rever a questão da desapropriação, revisando uma escritura, mais recente, que foi entregue anteontem à tarde. A confusão ocorreu porque já existia um processo na Seplan mostrando que a gleba do lado direito do rio havia sido desapropriada, e a secretaria pensava que isso fosse válido para ambos os lados, o que não era de fato.

O assessor de projetos da Seplan, Adelmo Bertussi, concorda que houve um pequeno equívoco em relação à divisão das terras da família Madureira e que serão revistas. "Pensávamos que havia um único processo para a desapropriação de terra de ambos os lados do rio e que pertenciam à família. Mas como não foi isso o que aconteceu montaremos um desenho em cima da escritura enviada na última quarta-feira para encontrarmos uma marca no local, que mostrará a divisão da terra", explica.

Bertussi argumenta que é necessário montar um desenho novamente para encontrar um marco daquela gleba. Após essa revisão, os proprietários, a Seplan e a Prefeitura se reunirão para fechar um negócio. Ambos os lados, tanto da secretaria quanto da família acreditam que sairá negociação para que as obras sejam retomadas.

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