CPFL suspende 50 demissões
A direção da Companhia Paulista de força e Luz (CPFL) vai fazer um estudo caso-a-caso sobre a saída de 50 trabalhadores que deveriam ter saído em um Programa de Demissão Incentivada (PDI). No entender do Sindicato dos Trabalhadores Energéticos de São Paulo (Sinergia-CUT), as demissões eram ilegais e haviam sido feitas, por gerentes de várias cidades, na última quarta-feira, descumprindo o acordo coletivo.
De acordo com o Sindicato, houve pressão sobre os funcionários para que aderissem ao PDI. A Assessoria de Imprensa da empresa informou que a CPFL está em negociação com as entidades sindicais, em razão da data-base da categoria ser em 1.º de junho.
Pelo balanço do sindicato, foram 13 demissões em Campinas, 15 em Americana, 12 em São José do Rio Preto, cinco em Bauru, quatro em Itapira e um número ainda desconhecido em Piracicaba e São Joaquim da Barra, além de outras cidades.
Os dirigentes do Sinergia entraram em contato direto com o gerente de Recursos Humanos da empresa, Arlindo Casagrande, para denunciar a pressão para adesão ao PDI. Com isso, houve a mudança de postura da Paulista. As demissões, segundo o Sinergia-CUT, foram suspensas e devem ser revistas sob a supervisão direta do diretor de Distribuição da CPFL, Carlos José Barreiro.