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Simulação

Rita de C. Cornélio
| Tempo de leitura: 4 min

Bombeiro faz simulação para medir qualidade dos serviços

Texto: Rita de Cássia Cornélio

Medir a eficiência e a qualidade do trabalho. Com este intuito, o Corpo de Bombeiros de Bauru e a Nossa Caixa/Nosso Banco promoveu, ontem, um simulado de incêndio e salvamento no prédio do banco localizado na quadra 9 da rua Antonio Alves, Centro da cidade.

Aproximadamente 70% do efetivo, cerca de 50 homens, trabalharam no treinamento que durou uma hora. A simulação chamou a atenção da população, que se aglomerou para ver a ação dos bombeiros e dos integrantes da brigada de incêndio da agência bancária.

Duas funcionárias da Nossa Caixa Nosso Banco se passaram por vítimas e desceram o prédio, pelo lado externo, por uma corda. Familiares de uma delas, acompanharam a "aventura" e torceram para que tudo saísse da melhor maneira possível.

Segundo o comandante do Grupamento dos Bombeiros, major Maurício Campos, são desenvolvidos três simulações por ano. "Treinamos o nosso efetivo e o pessoal de alguma indústria, entidade, comércio e até a população", disse.

O simulado, segundo ele, foi realizado no Centro da Cidade porque o acesso é mais difícil em função do trânsito de veículos e também porque ali estão instalados o maior número de hidrantes. "O centro é onde tem mais e a melhor localização de hidrantes", explicou.

Para ele, o simulado significa uma verificação da capacidade de atendimento dos bombeiros. "Além do atendimento diário, serve para medir os nossos serviços, o quanto nós estamos capacitados. Não medimos o tempo; medimos a eficiência, medimos pequenos detalhes até", ressaltou o major Campos.

O detalhes, segundo ele, podem garantir a eficiência do equipamento. "Verificamos até como o bombeiro está estendendo a mangueira. Se ele não está arrastando a junta de união no chão. Pode parecer banal, mas se isso acontecer, a junta bate e amassa e, num incêndio, ela pode não funcionar", orientou.

Outra observação feita pelos comandantes foram as questões de segurança. "Se o motorista da viatura calçou o veículo, porque ela pode correr e causar um acidente, bater em outra viatura ou atropelar alguém. Nos treinamentos, de acordo com o major, são colocados em prática todos os serviços pertinentes. "Nós procuramos colocar todos os serviços de atendimento. A Unidade de Resgate; o trabalho de combate a incêndio; o salvamento em altura; o uso de equipamento de proteção individual e o uso de equipamento de proteção respiratória etc."

Serviço

Quem se interessar pelos treinamentos deve encaminhar ofício para os bombeiros. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 235-1042.

Parceria

O simulado de ontem foi uma parceria entre a brigada de incêndio da Nossa Caixa/Nosso Banco, Corpo de Bombeiros e Pelotão de trânsito da Polícia Militar. Segundo o capitão Rúbio Galharim, do Corpo de Bombeiros, foi o exercício final de um treinamento.

Galharim lembrou que o Corpo de Bombeiros tem incentivado a atividade de evacuação de prédios para que, numa situação real, as pessoas saibam agir com tranqüilidade. "O treinamento de brigadas pode facilitar a ação dos bombeiros porque não adianta você ter um equipamento muito bom e as pessoas não saberem usá-lo. O pessoal que ocupa o prédio, os usuários do prédio e os funcionários das empresas que ocupam um prédio devem estar treinados", ressaltou.

O capitão Galharim tem observado que a população está se preocupando mais com incêndios. "Nós estamos observando que há uma preocupação maior, embora a procura ainda seja pequena.

Na avaliação da brigada de incêndio do banco, o treinamento foi excelente. "As viaturas que estavam no Distrito Industrial chegaram aqui em sete minutos e meio. As viaturas que estavam no Centro da cidade, em dois minutos e meio", disse Sandra Cecília Tessadri.

Vítimas por uma hora

Os dois funcionárias da Nossa Caixa Nosso Banco que se passaram por vítimas no treinamento de ontem optaram por descer do prédio de cerca de 20 metros de altura, espontaneamente. Guaraci de Freitas do Espírito Santo, a primeira a descer, confessou que sentiu uma sensação horrível.

"A gente sente medo, mas os bombeiros transmitem muita confiança", contou.

A segunda funcionária a descer do prédio foi Marivone C. Garcia Mencone, que há 15 anos trabalha na Nossa Caixa Nosso Banco. "Eu tive medo na hora de passar da cobertura para o lado externo", relatou. A família de Marivone acompanhou de perto a descida dela pelo lado externo do prédio.

Sua mãe, Ivone C. Garcia, tremeu de medo. "Estou nervosa. Acho que mais nervosa do que ela. " Além da mãe, os filhos e o marido da funcionária da Nossa Caixa/Nosso Banco ficaram torcendo para que tudo desse certo para ela.

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