Chegada do frio altera preços de legumes
Texto: Patrícia Zamboni
As quedas de temperatura trazidas pelo frio mudam, para mais ou para menos, os preços dos legumes
Em função da chegada do frio e suas conseqüentes quedas de temperatura, alguns legumes sofreram alta de preço. Porém, outros estão mais baratos. Num levantamento feito pelo gerente da Central de Abastecimento S/A (Ceasa), Edson Antonio Guarido Ribeiro, em comparação com os preços que estavam sendo cobrados na segunda quinzena de abril, o chuchu teve alta de 29%, e a beringela e a vagem macarrão, sofreram alta de 20%. Outros legumes tiveram queda de preço.
De acordo com Ribeiro, essa oscilação entre aumento e queda do valor de comercialização, dependendendo do produto, está diretamente ligada à lei da oferta e procura do mercado. "No frio, alguns produtos que geralmente compõem a tradicional salada, são menos procurados, como o tomate e o pepino. A queda de temperatura estimula as pessoas a consumir outros tipos de legumes, como o chuchu, que pode ser refogado. Então, se aumenta a procura, o preço sobe, e vice-versa. O setor de hortifruti é o único que funciona fielmente dentro da lei da oferta e procura", observa Edson Ribeiro.
No levantamento feito pelo gerente da Ceasa, os produtos que tiveram queda de preço foram o tomate salada, que em 17 de abril
(data de comparação para todos os legumes) custava R$ 22,00 a caixa de 22 kg, e passou para R$ 13,00 (queda de 41%); o pepino caipira, que tinha a caixa de 21 kg comercializada por R$ 12,00, desceu para R$ 10,00 (queda de 17%); a caixa de 22 kg de cenoura passou de R$ 16,00 para R$ 14,00 (queda de 13%); e o pimentão verde, caixa com 11 kg, desceu de R$ 10,00 para R$ 9,00 (queda de 10%).
Já a caixa de 15 kg de vagem macarrão, passou de R$ 10,00 para R$ 12,00 (alta de 20%); a beringela subiu de R$ 5,00 para R$ 6,00 a caixa de 12 kg (alta de 20%); e o chuchu, caixa de 22 kg, passou de R$ 7,00 para R$ 9,00 (alta de 29%).
De acordo com Edson Ribeiro, todas as variações de preços são consideradas dentro da normalidade, já que estão seguindo a lei da oferta e procura.
"Essas variações são absolutamente normais nessa época do ano, devido à mudança temporária da maneira como as pessoas se alimentam no inverno. Não está acontecendo nada fora do normal", afirma o gerente da Ceasa.