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Investigação

Ieda Rodrigues
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Investigador da DIG/Garra é ferido em fiscalização a funilaria

Texto: Ieda Rodrigues

O investigador da Polícia Civil Márcio Alexandre da Cunha, que atua na Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (DIG/Garra), foi ferido ontem, durante uma fiscalização de rotina em uma funilaria no Núcleo Édison Gasparini. Cunha teve o nariz fraturado e passará por uma cirurgia na próxima terça-feira.

O dono da funilaria, Sidiney Alves Maciel, 33 anos, conhecido por Gutão, foi autuado em flagrante por desacato, desobediência e resistência. A DIG/Garra, na operação de combate a furtos e roubos de veículos, fiscaliza periodicamente oficinas e funilarias, tentando descobrir veículos furtados que estão sendo desmanchados.

Ontem, Cunha e outro investigador foram até a funilaria localizada na rua dos Motoristas, no Gasparini, com a informação de que no local havia veículos furtados. Na oficina, segundo contou o delegado titular da DIG/Garra, J.J. Cardia, Maciel se negou a mostrar aos policiais os documentos da Quantun placas CER 1094, de São Paulo, que estava no estabelecimento.

Maciel, de acordo com Cardia, também teria iniciado a xingar os policiais. Diante da reação, os investigadores pediram reforço. Outras equipes da DIG/Garra e da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) se dirigiram para a funilaria, mas mesmo assim Maciel continuava com a agressão verbal e negando mostrar os documentos do carro.

Um dos policiais deu voz de prisão a Maciel que, segundo Cardia, desferiu um soco no nariz do investigador Márcio Alexandre da Cunha. Maciel foi algemado e conduzido à DIG/Garra, onde foi autuado por desobediência (que prevê pena de 15 dias a seis meses de detenção); resistência

(que prevê pena de dois meses a dois anos de reclusão) e desacato (que prevê pena de seis meses a dois anos de reclusão).

O investigador foi socorrido ao Pronto-Socorro Municipal, onde foi constatada a fratura no nariz. Após medicado, ele foi liberado, tendo marcada uma cirurgia no nariz para a próxima terça-feira. Conforme explicou Cardia, como os crimes são afiançáveis, Maciel pode responder os inquéritos em liberdade.

A documentação da Quantun não foi apresentada aos policiais. O veículo foi apreendido e será objeto de investigação para saber se trata-se ou não de produto de furto ou roubo.

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