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Greve

Josefa Cunha
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Alunos da Fatec encerram a greve

Texto: Josefa Cunha

Os 350 alunos da Faculdade de Tecnologia (Fatec) de Jaú retornam hoje às aulas depois de exatos 30 dias de paralisação. A volta foi decidida em uma assembléia realizada na manhã ontem. Embora estejam obrigados a repor os estudos nas férias de julho e ainda avançar 10 dias do calendário do próximo semestre, os alunos estão satisfeitos com os resultados da mobilização, que ganhou grande repercussão por conta da ocupação do câmpus e de sucessivas manifestações na Assembléia Legislativa. Os dois projetos de lei contra os quais os alunos protestavam saíram da pauta de votação e só deverão retornar ao plenário com as devidas garantias reivindicadas.

Os projetos de lei tramitam na Assembléia desde a legislatura passada, motivo pelo qual não aceita emendas modificativas ou substitutivas. Um, de autoria do governador Mário Covas

(PSDB), propõe a desvinculação a desvinculação do Centro Paula Souza, mantenedor das Fatecs, da Unesp. Os alunos acham que o desligamento seria prejudicial em vários aspectos, mas, principalmente, porque perderiam a certificação do curso superior em nome da Unesp.

Já o outro, este de autoria do deputado Gilberto Kassab

(PFL), prevê a vinculação permanente à Unesp. À primeira vista, a proposta pareceria ótima, mas os alunos temem problemas a médio e longo prazos. O vínculo permanente atribuiria à Unesp a responsabilidade sobre as ETEs e ETAIs do Estado, que oferecem cursos profissionalizantes de segundo grau nas áreas de tecnologia e agricultura, respectivamente. Esses cursos, hoje subordinados à Secretaria da Educação, seriam transferidos à Secretaria de Ciências e Tecnologia, e o receio é que esta pasta não tenha estrutura para suportar o nível de ensino oferecido atualmente.

O diretor da Fatec-Jaú, Sérgio Lukine, disse que os deputados - especialmente os da oposição - já entenderam o "recado" e estão cientes da necessidade de garantir as reivindicações. "Como os projetos não suportam mais alterações, deverão ser apresentadas propostas paralelas para deixar o processo mais transparente. As mudanças deverão ser aprovadas com a garantia de que não haverá riscos de privatização e nem de perda do status de terceiro grau, que são os pontos de maior receio dos alunos. Os parlamantares sabem que a votações tratam de matérias importantes e não devem estar sujeitas a meros acordos de bancada", comentou Lukine, acrescentando que a própria direção da Unesp deverá se manifestar nos próximos dias.

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