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Greve

Ieda Rodrigues
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Professores criticam e rejeitam abono

Texto: Ieda Rodrigues

Os professores, diretores e funcionários do magistério de Bauru e região, em greve por reajuste salarial desde o dia 4 de maio, em assembléia ontem à tarde, rejeitaram a proposta feita anteontem pelo Governo do Estado e votaram pela continuidade do movimento. A categoria criticou a proposta de abono entre R$ 48,00 e R$ 80,00 - dependendo da carga horária de cada professor - e reajuste do tíquete refeição, de R$ 2,00 para R$ 4,00.

Mais de 160 professores participaram da assembléia, realizada na subsede Bauru do Centro do Professorado Paulista (CPP). No período da manhã, a direção da Apeoesp

(sindicato dos professores da rede oficial do Estado de São Paulo), CPP, Udemo (sindicato de especialistas de educação do magistério oficial do Estado de São Paulo) e Associação dos Professores Aposentados do Estado de São Paulo (Apampesp), em reunião, já havia rejeitada a proposta.

Agora, a posição de Bauru será levada à assembléia estadual, marcada para amanhã à tarde, em São Paulo. A diretora da subsede Bauru do CPP, Vera Lúcia Durand da Silva, disse que a proposta do abono foi muito criticada pelos professores porque, além de estar muito aquém da reivindicação, ainda propõe pagamento parcelado - metade do valor do abono quando a Assembléia Lesgislativa aprovar o benefício e a outra metade em outubro.

Vera Lúcia ressaltou que a maioria dos professores tem carga horária inferior a 40 horas/semanais e que, portanto, receberia abono inferior a R$ 80,00. Duílio Duka de Souza, diretor e coordenador da Apeoesp, acredita que haja "fôlego" para a continuidade da greve se a assembléia estadual rejeitar a proposta do Governo.

Duka está convocando os professores para participarem da assembléia em São Paulo. As reservas de lugares nos ônibus devem ser feitas na Apeoesp pelo telefone 223-5171. Está marcada para sexta-feira, às 16 horas, em frente

à Câmara Municipal, uma assembléia regional, para divulgar a deliberação da assembléia estadual.

Apoio à manifestação das mães

O professor Leonam Loureiro, que faz parte do Comando de Greve, disse ao JC que vai participar do manifesto das mães de alunos pela volta das aulas, marcada para amanhã, em frente

à Diretoria de Ensino. Ele disse que, como as mães, quer a volta às aulas, desde que o Governo atenda à reivindicação da categoria.

Ontem, de acordo com levantamento feito pelo Comando de Greve, 20 das 48 escolas de Bauru estavam funcionando normalmente. Oito escolas tinham greve de até 20% dos funcionários; cinco escolas, greve de 21% a 40%; quatro escolas, greve de 41% a 60% e nove escola, greve de 81% a 100%.

Unesp

A greve continua no câmpus de Bauru da Universidade Estadual Paulista (Unesp) - professores, funcionários e alunos estão em greve desde o dia 26 de abril. Em assembléia realizada anteontem foi aprovada uma moção de repúdio aos diretores do câmpus de Bauru e aos professores que votaram, no Conselho Universitário, contra a proposta do Fórum das Seis (representante legal dos professores e funcionários da Unesp, USP e Unicamp).

Para os grevistas, a arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em maio confirma a viabilidade da reposição das perdas salariais reivindicada. A arrecadação foi de R$ 1,7 bilhão enquanto a previsão do Conselho dos Reitores era de aproximadamente R$ 1,5 bilhão. É sobre essa previsão que os reitores teriam alegado impossibilidade de qualquer negociação.

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