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Greve

Ieda Rodrigues
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Grevistas da Unesp vão acampar na entrada do IPMet hoje

Texto: Ieda Rodrigues

A greve nas escolas estaduais e nas universidades públicas estaduais continua. Hoje, os professores, funcionários e alunos do câmpus de Bauru da Universidade Estadual (Unesp), como parte das atividades do Dia de Intensificação de Luta, além de fechar os portões do câmpus e lacrar as portas de todos os departamentos e seções, prometem acampar na entrada do Instituto de Pesquisas Meteorológicas

(IPMet).

Os professores da rede estadual, em assembléia ontem à tarde em São Paulo, rejeitaram a proposta feita pelo Governo, de abono de R$ 48,00 a R$ 80,00 - dependendo da carga horária do professor - e da elevação do tíquete de R$ 2,00 para R$ 4,00. Na mesma assembléia, eles votaram pela continuidade da greve. Em Bauru, a adesão à greve vem caindo nos últimos dias e ontem, pelos cálculos da Apeoesp (sindicato dos professores da rede oficial do Estado de São Paulo), estava na casa dos 40%.

Os professores da rede estadual estão em greve desde o dia 4 de maio e reivindicam 54% de reajuste. Duílio Duka de Souza, diretor e coordenador da Apeoesp, disse a proposta do abono foi considerada pela categoria como muito ruim, um retrocesso

à época que o salário do professor era complementado por gratificações. Agora, segundo ele, serão traçadas novas estratégias para a continuidade da greve. Uma delas é tentar convencer os professores que voltaram a trabalhar a retomar o movimento.

Duka disse que parte da categoria voltou ao trabalho devido às pressões da Secretaria de Educação, de que poderiam perder o emprego. Hoje, às 15 horas, será realizada uma assembléia em frente à Câmara Municipal, quando o Comando de Greve irá passar as decisões da assembléia de ontem e as novas estratégias do movimento à categoria.

As ações da Unesp para hoje foram aprovadas em assembléia realizada anteontem, que também aprovou o envio de moção de repúdio a todos os professores que enviaram trabalhos ao Congresso de Iniciação Científica. Esses professores estariam desrespeitando decisão da Associação dos Docentes da Unesp (Adunesp) Central de não encaminhamento dos resumos de pesquisas antes do término da greve.

O câmpus de Bauru da Unesp entrou em greve dia 26 de abril. Professores e funcionários reivindicam 32% de reajuste salarial. Os reitores ofereceram 15%, mas as negociações continuam. Ontem pela manhã, a comunidade da Unesp participou de ato público em frente à agência Rio Branco do Banespa.

Pais de alunos quer investimento em educação

Texto: Ieda Rodrigues

Ontem à tarde, um grupo de mães e pais de alunos fez uma manifestação pela volta às aulas em frente à Diretoria de Ensino. Cerca de 50 pessoas participaram do ato, que foi acompanhado pelo caminhão de som do Sindicato dos Bancários. Sandra Alves da Costa Casanova, mãe de duas alunas da escola Morais Pacheco e coordenadora do manifesto, disse que os pais exigem que o valor pago em impostos seja aplicado na educação e na saúde.

O grupo que participou do ato apóia a greve dos professores e quer que o Governo conceda o reajuste salarial, para que as aulas sejam retomadas. Mesmo com a volta às aulas, Sandra disse que vai organizar um abaixo-assinado, para ser enviado ao governador Mário Covas, reivindicando ensino de qualidade na rede estadual. Para ela, ensino de qualidade é menos alunos por classe e equipamento didático-pedagógico moderno e para todos. Ela reclamou que suas filhas, que estudavam em escola particular, quando iniciaram a freqüentar escola estadual, perceberam um atraso no ensino de um ano.

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